
Eleito com os votos de 16 dos 27 clubes aptos a votar no pleito da última terça-feira (2), o advogado Diogo Pécora assume a presidência da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF) já tendo que lidar com um rombo deixado no cofre da entidade pelo seu antecessor, Aron Dresch.
A FMF enfrenta uma das fases mais delicadas de sua história, marcada por sérias dificuldades financeiras, descumprimento de compromissos legais e a disputa judicial que paralisou o processo eleitoral por sete meses. A entidade descumpriu um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e teve uma multa aplicada em valor superior a R$ 600 mil. No entanto, nenhum valor foi encontrado nas contas da entidade.
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Após análise documental e consulta ao site oficial da FMF, o Ministério Público concluiu que a entidade não está cumprindo integralmente os termos do acordo. Entre as irregularidades, está a violação do prazo mínimo de vigência dos regulamentos e a falta de sua publicação contínua. Com base em relatório técnico emitido em 2024, o MP moveu ação para execução de multa que totaliza R$ 660.500,00.
Durante o processo judicial movido em 2025, a própria Federação alegou “hipossuficiência”, declarando não ter recursos sequer para pagar R$ 13 mil em custas processuais. Como alternativa, a entidade ofereceu o prédio da sede como forma de garantir a execução da dívida.
“O perigo ocorre em razão da magnitude da execução, visto que a FMF não tem condições de arcar com o montante devido, sendo que seria necessário que o parquet efetivamente executasse seu único bem considerável (sede da FMF)”, afirmou a Federação em trecho na ação.
Por fim, uma indústria de uniformes de Cuiabá deve acionar a FMF nos próximos dias para receber uma dívida referente à compra de material e a falta de quitação da dívida.
Segundo o empresário Alessandro Nascimento, proprietário da Tubarão Sports, o diretor de competições da FMF, Diogo Carvalho, por ordem do presidente da época, Aron Dresch, efetivou uma compra de 62 camisetas, no valor de R$ 5.175,00, mas desde que Aron teve seu mandato expirado, em maio, ou seja, há 7 meses, Diogo não retornou mais as ligações do empresário, recusando-se a pagar a dívida.
“Espero que o novo presidente eleito possa pagar a dívida que é da federação”, comentou Nascimento, que também fornece material para a maioria dos clubes profissionais do estado. A FMF ainda não informou se Diogo Carvalho continuará como funcionário.

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