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Novo laudo pericial, contratado pela defesa do advogado Cleber Figueiredo Lagreca , aponta que a morte da empresária Elaine Stelatto Marques , de 45 anos, ocorrida em outubro do ano passado, no Lago do Manso, em Chapada dos Guimarães, teria ocorrido por afogamento em razão da ingestão de álcool e que os ferimentos no corpo da vítima teriam sido provocados por uma corda (corda para boia) que ela teria usado como cabo de segurança e teria amarrado em seu corpo para entrar na água – confira trechos
O documento contrapõe o laudo do exame de necropsia do corpo da empresária – elaborado pela Politec -, que apontou indícios de crime de feminicídio da empresária. Cleber está preso desde o dia 28 de setembro , quando foi pego em um hotel, próximo ao Terminal Rodoviário de Cuiabá.
Segundo a nova perícia, contratada pelo advogado Eduardo Mahon, que faz a defesa de Cleber, nada indica que existiu crime. “Pela análise objetiva dos documentos constantes do processo, é possível afirmar com segurança que a mesma [vítima] se enroscou com a corda de tal forma a gerar as escoriações e ferimentos por todo o corpo”, traz trecho da conclusão do laudo assinado pelo perito Antônio Ramos Corrêia.
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Conforme a defesa, o laudo contratado faz uma análise minuciosa de todos os exames e perícias realizadas pelo Instituto Médico Legal (IML) da Politec, laudos de reprodução simulada da Politec, relatórios das investigações da Polícia Civil e oitivas de testemunhas para apurar as causas da morte da empresária.
Com o resultado desse novo laudo, a defesa deve pedir a soltura do advogado. “O perito é categórico ao afirmar que nos autos do processo há tentativas de ordem subjetiva de levantar hipóteses para o ‘encaixe’ de versões que não encontram respaldo técnico”, destaca Mahon.
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De acordo com o advogado de defesa, o novo laudo aponta no processo “expressões desairosas, conjunturas pessoais, circunstâncias hipotéticas, tudo somado embasou o que a autoridade policial esperava ouvir”.
A denúncia feita pelo Ministério Público, apresenta a acusação de que o mesmo teria provocado a morte da empresária por estrangulamento e que depois teria simulado sua morte por afogamento. Conforme a defesa, uma das teses apresentadas pelo MP teria sido a de que não teria sido encontrada água nem nos pulmões e estômago da vítima.
Criminalista Eduardo Mahon, que patrocina a defesa de Cleber Figueiredo, destaca que o perito é categórico ao afirmar que nos autos do processo há tentativas de ordem subjetiva de levantar hipóteses para o ‘encaixe’ de versões que não encontram respaldo técnico
Ainda segundo a defesa, o laudo do próprio Instituto Médico Legal (IML), emitido à época da morte, teria apontado que “pode-se afirmar que a morte de Elaine Stelatto Marques foi causada por asfixia mecânica, podendo ser em decorrência de afogamento ou complicada por afogamento. Salienta-se que a ausência de água no estômago não é evidência de ausência de afogamento. Por exemplo, uma vítima viva, mas inconsciente, pode morrer afogada sem ingerir líquido”, diz o laudo.
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Cogumelo de espuma
Outra evidência que teria demonstrado o afogamento, teria sido uma lesão conhecida como “cogumelo de espuma”, que é um vestígio material identificado no corpo da vítima que demonstrou a morte por afogamento.
“Uma simples análise do material elimina não só as impressões subjetivas da equipe técnica envolvida como deixa de confirmar uma série de especulações incabíveis no labor pericial. Mediante todos os vestígios, indícios e evidências mostrados nos diversos laudos selecionados neste parecer, concluo categoricamente que houve um afogamento acidental cuja causa determinante foi a embriaguez seguida de perda ou diminuição de reflexos sendo prejudicada pela corda que teria sido amarrada ao corpo da vítima como um cabo de segurança”, conclui o perito no laudo.
Laudo contesta estupro
O novo laudo, contratado pela defesa do suspeito, também refutou a tese de que a empresária tenha sido estuprada.
“Não há qualquer elemento que permita à perícia afirmar que tenha havido violência contra a vítima, seja pela análise situacional do quadro registrado pela equipe técnica, seja pelos ulteriores exames de necropsia, tudo encartado nos autos de ação penal”, diz trecho do laudo.
Morte de empresária
Elaine morreu afogada no dia 19 de outubro de 2023. Inicialmente, o suspeito havia informado a equipe policial que a empresária havia morrido, após amarrar uma corda na cintura e pular de um barco para nadar durante um passeio no Lago do Manso, em Chapada dos Guimarães. À época, Cleber disse à polícia que tentou socorrer a mulher, mas não conseguiu.
Entretanto, o resultado do laudo do exame de necropsia do corpo da empresária apresentou uma versão diferente da que foi relatada pelo advogado. Diante disso, foi realizada uma reconstituição dos fatos, no Lago do Manso, sendo utilizadas as mesmas embarcações do dia dos fatos e com a participação de uma bombeiro militar, que representou a vítima no momento do possível afogamento. (Com Assessoria)
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