
O deputado estadual Eduardo Botelho (MDB) deixou em aberto o seu apoio para a disputa ao governo do Estado. Sem cravar apoio ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos) que buscará à reeleição, o deputado disse que aguardará as movimentações a concretização dos candidatos que disputarão o Palácio Paiaguás.
“Vamos aguardar as conversas que ainda irão ter. Ainda não fechou quem será o candidato deste grupo. Se o candidato será o Otaviano, ou se será Otaviano e Jayme Campos. Eu ainda continuo defendendo um entendimento entre os dois nesse grupo”, disse Botelho.
A declaração não é nenhuma surpresa, já que Botelho sem compôs com o grupo dos irmãos Júlio e Jayme Campos dentro do União Brasil. Porém, agora, ele deixa em aberto uma outra possibilidade, já que o MDB poderá estar no mesmo palanque do senador Wellington Fagundes (PL), que disputará o governo do Estado.
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Já sobre o apoio presidencial, Botelho disse que aguardará as definições do MDB nacional, mas não vê problemas em seguir o partido no Estado, que se aproximou do bolsonarismo, e que pedirá votos para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), presidenciável da direita.
“Nós vamos aguardar essas conversas partidárias, pra ver quem que vai ser os candidatos a presidente, quem principalmente o MDB vai caminhar nacionalmente com ele. E é claro que nós vamos acompanhar a orientação da deputada Janaina Riva, que é a presidente do partido. E não tenho dificuldade nenhuma em apoiar quem determinarem. Se foi o Flávio Bolsonaro, nós apoiamos”, explicou.
Eduardo Botelho foi presidente da Assembleia Legislativa (ALMT) por 4 mandatos consecutivos, e é considerado um dos mais habilidosos nas articulações dentro do parlamento estadual. Aliado de primeira hora de Janaina Riva, chega ao MDB como um possível ‘puxador de votos’ da sigla, que projeta sua votação na casa dos 50 mil votos.

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