
O deputado estadual Nininho (PSD) reconheceu que a suspensão do Plano Safra 2024/2025 e, posteriormente, a concessão de crédito extra, por meio de uma Medida Provisória (MP), provocou ainda mais desgaste público para o seu correligionário, o ministro da Agricultura Carlos Fávaro. No entanto, defendeu o legado do aliado à frente do “superministério”, na promoção de abertura de mercados internacionais, mesmo sob forte resistência do setor e de militantes radicias.
Patrícia Sanches
Em conversa com a imprensa nesta quarta-feira (26), Nininho foi questionado se esse jogo de “tira e põe” do Plano Safra teria prejudicado Fávaro. Na sua avaliação, a situação, de fato, trouxe danos para a imagem do ministro, além de sinalizar que movimentos colocam em xeque sua posição, por estar em um ministério muito visado.
“Ficou muito ruim tirar um Plano Safra, que é a economia do nosso país, é relacionado ao agro, é o carro-chefe. Então, realmente fica ruim. Eu acho que já existe cogitações, não tenho acompanhado muito, vejo pela imprensa, mas é um ministério cobiçado, tem muitos pretendentes, então tem que cuidar muito dos movimentos para não perder o espaço”, comentou.
“ Dentro das possibilidades de um governo que eu acho que está deixando a desejar, ele [Fávaro], como ministro, fez o papel dele. Ele abriu mercados para todos os cantos do mundo.” Nininho
Ao avaliar a gestão de Fávaro, Nininho considerou que o setor deve deixar de lado o viés político e ideológico e reconhecer os feitos do ministro na abertura de mercados, sendo mais de 280 em 60 países, envolvendo diversas camadas do agronegócio brasileiro. “O Fávaro é do estado, é produtor. Independente da questão partidária, eu acho que tem que ser tratado com o devido respeito, sabe? Não pode também querer ignorar o trabalho que ele vem fazendo. Então, acho que isso aí é alguns radicais [ignoram]”, disse.
“Quem é extremista, quer jogar a culpa [nele]. Dentro das possibilidades de um governo que eu acho que está deixando a desejar, ele, como ministro, fez o papel dele. Ele abriu mercados para todos os cantos do mundo. Hoje as nossas exportações estão chegando em muitos países que não chegavam antes. Acho que esse é o papel do ministro. Então, eu não tenho dúvida que ele fez”, emendou.
No cenário de concessão de crédito agrícola, Nininho pontuou que o Brasil enfrenta problemas quanto ao orçamento, que compete exclusivamente ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e ao presidente Lula (PT) – a equipe do Governo justificou que a suspensão temporária do Plano Safra ocorreu devido a inércia do Congresso, de não votar o Orçamento 2025.
“O país está numa dificuldade imensa, não tem recursos, então não adianta a gente querer atribuir ao ministro. Isso aí é uma questão do ministro de Fazenda e do presidente para resolver”, concluiu o deputado.
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