
Rodinei Crescêncio/Rdnews
Na política, como na vida, repetir os mesmos passos dificilmente leva a um novo destino. Ainda assim, muitos insistem em trilhar caminhos antigos esperando resultados diferentes. Mas a verdade é simples e inegociável: se você faz o que sempre fez, vai ganhar o que sempre ganhou.
Essa é uma das maiores armadilhas da comunicação política. Em um mundo que muda o tempo todo, manter uma estratégia engessada é um atalho para a irrelevância. Candidatos que se comunicam hoje como se ainda estivéssemos em 2010, partidos que ignoram o potencial das redes sociais, mandatos que falam para todos sem dialogar com ninguém… Todos esses exemplos têm algo em comum: resultados limitados.
Quem quer crescer de verdade, ser lembrado, respeitado e eleito, precisa de uma coisa essencial: coragem. Coragem de mudar. E a grande questão é que sim, é muito difícil mudar, porque mudanças trazem medo, insegurança, preocupação. É e sempre vai ser mais confortável permanecer onde e como estamos, mas aí nunca vamos evoluir. “ Quem quer crescer de verdade, ser lembrado, respeitado e eleito, precisa de uma coisa essencial: coragem. Coragem de mudar”
É necessário coragem para ouvir mais do que falar. Para sair do modo automático, testar novas abordagens, buscar formação, escutar quem pensa diferente. Coragem para abandonar o clichê do “sempre foi assim” e ousar construir uma presença política mais autêntica, mais próxima, mais humana.
Não basta estar presente nas redes sociais. É preciso estar presente de verdade, com conteúdo relevante, linguagem adequada e estratégia coerente com seus objetivos e com o perfil do eleitor que você quer conquistar. Não adianta multiplicar postagens se falta coerência, posicionamento e escuta ativa.
Comunicação política não é sobre agradar a todos, mas sobre conectar-se com os certos. É sobre encontrar a sua voz, ocupar um espaço de percepção na mente e no coração das pessoas. E isso exige uma estratégia clara, uma identidade bem definida e a disposição de se reinventar sempre que for necessário.
Quem quer evolução, não pode ter medo da transformação. Porque nenhum resultado novo nasce de uma velha atitude. A política que muda o Brasil começa com quem tem coragem de mudar a si mesmo – e aqui não é sobre mudar seus valores, mas mudar suas atitudes.
No fim das contas, o eleitor percebe quem é de verdade. E quem só está fingindo evolução com frases feitas e estratégias vencidas.
A comunicação é a ponte entre o que você é e como você é percebido. Fortalecê-la é mais do que marketing. É estratégia. É compromisso com a verdade. É escolha por um futuro que vale a pena ser construído.
Continue fazendo o que sempre fez que você terá o que sempre teve. Continue fazendo o que todos fazem que você será igual a todo mundo.
Mariana Bonjour é advogada e consultora política. Escreve com exclusividade para esta coluna às sextas-feiras

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