
Dois meses após o naufrágio de uma lancha que matou o piloto e um tripulante no Lago do Manso, em Chapada dos Guimarães (67 km ao Norte), o laudo com causas oficiais do acidente ainda não foi concluído. A Marinha do Brasil informou que ele está em elaboração e não há previsão para a conclusão do documento.
O acidente ocorreu na noite de 28 de dezembro e vitimou o piloto Vando Celso Almeida Orro, 64, e Lucas Yerdliska, 33. A embarcação transportava ainda a esposa de Lucas e dois filhos pequenos quando afundou durante um vendaval repentino, que formou ondas altas no lago.
O filho mais velho do casal, Bernardo Mazzaron Yerdiska, 6, conseguiu sobreviver ao naufrágio. Usando um colete salva-vidas, a criança flutuou até a margem e pediu ajuda a pessoas que estavam no local, informando que a mãe e o irmão bebê ainda estavam na água. Graças à ação rápida, Camila Mazzaron e o filho caçula, Benício Mazzaron Yerdiska, de um ano, foram resgatados ainda naquela noite.
Leia também – Santuário volta a receber elefantes após mortes e investigação
À época do acidente, a Capitania dos Portos informou que abriria procedimento administrativo para apurar as circunstâncias do naufrágio e verificar se a lancha cumpria todas as normas de segurança exigidas para navegação no Lago do Manso.
Em depoimento após o resgate, Camila relatou que as condições climáticas eram favoráveis no momento da saída da embarcação. “O céu estava limpo e a água calma, mas a mudança foi muito brusca. Veio muito vento, muita onda e o barco virou. Foi tudo muito rápido”, disse.
Logo após o naufrágio, as buscas começaram para localizar os dois homens. Lucas Yerdliska foi encontrado boiando já no dia 31 de dezembro. As autoridades acharam o corpo do piloto Vando no dia seguinte (1º de janeiro) na mesma região em que o turista estava. Ambos a cerca de um quilômetro da margem do lago.
Enquanto o laudo não é finalizado, familiares das vítimas seguem aguardando respostas oficiais sobre o que provocou o acidente.

Faça um comentário