
A denúncia oferecida pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), nesta quarta-feira (26), contra a bombeira civil Nataly Helen Martins Pereira – assassina confessa da adolescente grávida Emelly Azevedo Sena , de 16 anos – revelou que a mulher teria utilizado o celular da vítima para tentar enganar a família da adolescente.
Conforme a denúncia, assinada pelo promotor Rinaldo Segundo, da 27ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá, Nataly utilizou o celular da vítima para enviar mensagens falsas aos familiares da vítima, no intuito de desviar a atenção e simular que Emelly ainda estaria viva e em outro local. A informação consta no relato feito por Ana Paula Meridiane Peixoto de Azevedo, mãe da vítima, à Polícia Civil.
De acordo com o MPE, na mente de Nataly, o desaparecimento não teria repercussão social, pelo fato da vítima ser uma mulher grávida jovem, negra e pobre. “Tal fato também reforça o estereótipo de gênero atribuído à Emelly, uma mulher grávida, jovem, negra e pobre. E, portanto, descartável, uma mulher que valia menos, cujo desaparecimento não teria repercussão social na mente de Nataly”, diz trecho. João Aguiar/ Rdnews
No detalhe, Nataly Hellen. Ao fundo, o local onde Emilly Sena foi morta.
Como já publicado pelo , o Ministério Público denunciou Nataly nessa quarta-feira pelos crimes de: feminicídio, tentativa de aborto, ocultação de cadáver, fraude processual, dar parto alheio como seu próprio, subtração da criança, falsificação de documento particular e uso de documento falso.
A denunciada encontra-se presa, isolada das demais presas, no Presídio Feminino Ana Maria do Couto May, na Capital.
Presa dias após o crime
Nataly foi presa em 12 de março, junto de Christian Albino Cebalho de Arruda, de 28 anos, Cícero Martins Pereira Junior, 24, e Alédson Oliveira da Silva, 33 – marido, irmão e amigo, respectivamente. Atualmente, Nataly encontra-se no Presídio Feminino Ana Maria do Couto May.
Na noite do dia seguinte, os três homens foram soltos . Em depoimento, na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), de Cuiabá, o trio negou envolvimento no crime e alegou desconhecimento.
Segundo a DHPP, as investigações seguem em andamento e todas as informações e versões dadas pelo trio estão sendo checadas e não descarta a participação deles no crime .
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