
Com a faca embainhada e o queijo na mesa, Otaviano Pivetta (Republicanos) só precisa de habilidade política, no sentido de se dedicar mais às articulações para agregar aliados, partidos e segmentos da sociedade e, assim, consolidar seu projeto de candidatura ao Palácio Paiaguás.
Vice-governador que toca os projetos estruturantes das secretarias de Infraestrutura e Educação, Pivetta contará com duas grandes vantagens que, por si, já colocam-no na marca do pênalti.
Primeira, o privilégio de disputar o comando do Executivo com a máquina pública sobre seu controle – a partir de abril assumirá de vez como governador. Segunda, o apoio de Mauro Mendes, que detém boa popularidade e aprovação do mandato acima de 80%.
Pivetta pode até não liderar hoje as intenções de voto e ser visto com desconfiança pelos aliados por causa da condição de pré-candidato pesado, mas ganhará naturalmente muita musculatura e competitividade quando assumir o comando do Estado. Como nenhum dos possíveis adversários se despontam com ampla vantagem, a conquista da reeleição, mesmo numa eventual briga de dois turnos, só dependerá do próprio Pivetta.

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