
A vereadora por Cuiabá, Doutora Mara (Podemos) defendeu que a Câmara deve cortar na própria carne se for comprovado a participação efetiva dos vereadores Sargento Joelson (PSB) e Chico 2000 (PL) , na cobrança e recebimento de propina para aprovação de matéria de interesse da empresa que era responsável pelas obras no Contorno Leste. Ambos foram afastados do cargo, estão proibidos de entrar no prédio do Legislativo e tiveram o pagamento dos salários suspensos, no âmbito da Operação Perfídia , deflagrada pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor). Rodinei CrescêncioRdnews
jornalista Grayce Lima, apresentadora do Rdtv Casta, entrevista vereadora por Cuiabá Doutora Mara, sobre assuntos relacionados ao seu mandato
Em visita Grupo e entrevista ao Rdtv Cast, a vereadora argumentou que o parlamento não tem histórico de acobertar ilegalidades praticadas por vereadores. Na sua avaliação, a atual Mesa Diretora não deve varrer a sujeita para baixo do tapete, se for realmente comprovado a participação de vereadores: “Não tem como nós jogarmos para debaixo do tapete de jeito algum, de forma alguma”.
“Nós vamos basear nos fatos reais e tem que ser feito isso. A Câmara tem um histórico de que ela não joga para debaixo do tapete. Eu comecei a estudar e ver os parâmetros, até a gente pode até falar mesmo do prefeito Abilio, que foi cassado, e outros vereadores também, o próprio Paccola”, completou.
Nos útimos anos, seis vereadores por Cuiabá tiveram os mandatos cassados. O prefeito Abilio Brunini (PL) foi cassado em 2020 por ter “praticado de forma reiterada e conscientemente atos incompatíveis com o decoro parlamentar, por abuso de prerrogativas constitucionais asseguradas ao vereador”, mas conseguiu reverter a cassação na Justiça .
Ainda na legislatura 2020/2024, a Câmara também cassou o mandato dos vereadores Marcos Paccola , por assassinar um homem pelas costas, e da vereadora Edna Sampaio (PT) , por apropriação da verba indenizatória destinada à chefe de gabinete – caso revelado com exclusividade pelo .
Embora Doutora Mara sustente que não há a prática de abafamento, é importante ressaltar que ainda na legislatura passada os vereadores Paulo Henrique (MDB), indiciado por atuar como braço direito da facção Comando Vermelho na liberação de licença para shows, e de Marcrean Santos (MDB), acusado de invadir e ameaçar um médico dentro de uma UTI do antigo Pronto Socorro de Cuiabá , contaram com a lentidão de tramitação dos processos administrativos dentro do parlamento.
Ainda segundo a vereadora estreante, a Câmara não deve sofrer com a pecha de “Casa dos Horrores”, pois cada vereador deve responder por seus atos, de forma pessoalizada e não generalizada. “Eu defendo que esse apelido seja jogado de forma pessoal e não para um todo. [No site da Câmara] você já sabe quando o vereador é atuante, quando o vereador não é atuante. E aí você vai ter a oportunidade de julgar essa pessoalidade. Então, eu sou contra o apelido Casa dos Horrores”, concluiu.
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