
O delegado Caio Fernando Álvares Albuquerque, novo titular da Delegacia Especializadas de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá, afirmou que não é porque uma pessoa fez sinal de uma facção criminosa que ela vai ser morta. Para ele, isso é uma “falácia” para gerar medo e insegurança na população.
“Vamos deixar bem claro: a investigação busca um motivo. Essa questão de sinal, a gente precisa desmistificar. Vamos afastar essa conversa, vamos afastar essa história, vamos para o concreto. Não é porque a pessoa faz sinal que vai descambar para a morte, não é isso. A gente precisa entender as coisas, senão fica uma sensação de insegurança, de medo, um caos”, destaca.
João Aguiar/Rdnews
Nas últimas semanas vem crescendo um sentimento de insegurança na população de todo o país por conta de homicídios que teriam sido motivados por supostos sinais de facções criminosas. Nas redes sociais, internautas têm demonstrado preocupação e dizendo que não vão mais mostrar as mãos em fotos.
Um dos casos mais recentes ocorreu em Cuiabá. A morte da cantora Laysa Moraes Ferreira, conhecida como La Brysa , de 30 anos, pode ter sido decretada por facção após fotos nas redes sociais, conforme revelou o delegado Edison Pick. As investigações seguem em andamento.
“O que a gente tem que demonstrar é porque determinada pessoa veio a óbito. E asseguro, não é por conta de sinal, é por conta de um motivo que a investigação vai revelar. A gente sabe que facções, organizações criminosas, tem os ditames, tem descumprimento, alguma coisa que a vítima fez, mas concretamente demonstrado que descambou no homicídio”, afirma Albuquerque.
“Mas, eu repito, sinal é uma falácia. A gente precisa afastar [essa ideia] e que as pessoas tenham paciência, que as pessoas acalmem-se, para afastar essa história de que sinal descamba para a morte”, completa.
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