Museu reúne história da fé e nomes da arte cuiabana

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Utilizado como um quartel de guerra em 1906, como enfermaria durante o surto de varíola e até mesmo como Museu de Dom Aquino Corrêa, hoje o mesmo espaço é aproveitado como um Museu de Arte Sacra, localizado na Praça do Seminário, em Cuiabá.

Pelo valor de até R$ 10, todos os turistas conseguem fazer um tour pelo museu, que mostra não somente a história da cidade com diversos objetos de igrejas importantes para a capital, mas também revela artistas locais e dão visibilidade a eles. 

Tombado como Patrimonio Nacional, o Museu de Arte Sacra possui suas base das pareces externa feitas de taipa de pilão e possui quase um metro de espessura. Funcionando desde 1980, ele conta com salas de exposição permanente e exposição temporária. Géssica Biazus

 

Ao , a coordenadora do Museu, Viviane Iozi, contou mais detalhes das exposições do local.

“Os altares, assim como a maioria dos objetos de arte sacra que aqui estão, são remanescentes das Igrejas Nossa Senhora do Bom Despacho e Nossa Senhora do Rosário e São Benedito. Na antiga catedral, funcionava um anexo aonde foi implementado o museu em 1952, e esse acervo também está aqui”, conta.

Fechado durante os anos de 2017 e 2018, o Museu reabre em 2019, com exposições variadas e fixas, dando a oportunidade de dar mais visibilidade aos artistas da baixada cuiabana.

“Ele hoje funciona com as suas exposições e cada vez mais abrindo novas, expondo ao público os seus acervos e exposição de longa duração, assim como as exposições de curta duração, que é um espaço aonde a gente disponibiliza para artistas, exposição vindas de fora, que são temporárias”, explica. Géssica Biazus

 

Atualmente, o Museu possui a exposição Arte Cristã, com 33 artistas locais, fazendo uma releitura das passagens bíblicas de Jesus Cristo, trazendo para a contemporaneidade, em que cada artista escolhe a passagem a ser pintada, desde da Anunciação à Ressurreição de Jesus Cristo.

“Em 2024, nós recebemos 220 mil atendimentos. Contando tanto as visitas presenciais, com o projeto Museu na Escola, como também os nossos atendimentos virtuais e híbridos. Porque o Museu de Arte Sacra possui uma exposição de 360° em um tour virtual, assim, muitas escolas conseguem nos visitar online e a gente faz a mediação por aqui”, explica.

Além do tour, o Museu possui também mesas redondas, oficinas, debates, lives e seminários.

  Géssica Biazus

 

Viviane acredita que o museu como um todo, agrega e muito a cultura da cidade, isso porque, eles retratam em sua raiz do que a cultura cuiabana é feita, além é claro, de gerar renda e emprego à cidade. 

“Ele é fundamental, porque os espaços de museus acabam mostrando as suas coleções e proporcionando com que o turista que passe pela nossa região, não conheça só o Pantanal, mas também consome um pouco da nossa história, da nossa cultura. Além de certa forma, gerar emprego e renda, fazendo com que o turista fique na capital e usufrua que a gente oferta aqui de produtos culturais e turísticos dentro da capital do nosso estado”, finaliza.

  Géssica Biazus

 

Além das exposições, o Museu de Arte Sacra possui acessibilidade para pessoas com deficiência visual e auditiva, com réplicas em miniaturas idênticas às obras originais, legendas em braile e fone de ouvido para quem não consegue ver, mas deseja ouvir sobre a história do local.

 

 

 

 

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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