Mulher foi morta na frente de casal e suspeito disse em bar: Rei do cabaré chegou

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Fábio Junior Ferreira Mendes, de 35 anos, teria matado a sua esposa, Vanuza de Souza , de 40 anos, com dois tiros na cabeça. O crime aconteceu no domingo (20), na zona rural de Matupá (a 695 km de Cuiabá), e ele foi preso em flagrante, tentando se esconder em um bar.

Em depoimento à Polícia Civil, ao qual o teve acesso, uma testemunha contou que passou o dia de domingo junto de sua esposa e filhos. Fábio e Vanuza também estavam juntos. O grupo foi até um jogo de futsal na Vila da Três. Em dado momento, houve um desentendimento entre o casal, e Fábio foi embora, deixando a esposa no local.

Vanuza então pediu para ir até uma fazenda com a testemunha. Quando a mulher entrou no carro, Fábio teria se aproximado com uma arma de fogo em mãos e, a mais ou menos 2 metros de distância, atirou na mulher, que estava no banco de trás do lado do passageiro.

A testemunha tentou acalmar o suspeito e implorou para que ele soltasse a arma de fogo, mas Fábio efetuou mais um disparo. Os dois tiros acertaram a cabeça da vítima, que morreu ainda no local.

O crime aconteceu na frente da testemunha, sua esposa e suas duas filhas, de 6 e 4 anos. O homem conta ainda que, no momento, temeu pela sua vida e de seus familiares.

Após os tiros, Fábio teria puxado Vanuza para fora do carro e a jogou no chão. Ainda com a arma de fogo em mãos, ele teria mandado a testemunha entrar no carro e o levar até a Vila do Paredão. Os dois seguiram até outra fazenda, onde Fábio mandou a testemunha descer e saiu com o carro.

Fábio foi até um bar, a cerca de 60 km do local do crime. Lá, segundo o dono do estabelecimento, o suspeito teria entrado dizendo: “O rei do cabaré chegou”; que “só foi para tomar umas (bebidas)”; e que tinha matado uma pessoa.

Quando os policiais chegaram no local, encontraram o homem escondido debaixo de uma mesa de sinuca. Ele tentou resistir à abordagem, mas acabou algemado e preso em flagrante. A arma que teria sido utilizada no crime, uma espingarda, também foi apreendida.

Nessa segunda-feira (21), Fábio passou por audiência de custódia e teve a prisão convertida para preventiva. O juiz Marcelo Ferreira Botelho entendeu que há perigo concreto para a sociedade em geral e para a investigação do crime caso Fábio Junior ficasse em liberdade.

“Outrossim, permitir que o indiciado responda ao presente crime em liberdade só contribuiria para manter em risco à ordem pública, aumentando o sobressalto da população, de modo que, certa a materialidade e havendo indícios de autoria do delito, legítima se afigura a prisão a fim de resguardar a ordem pública, haja vista o risco concreto de reiteração delituosa”, diz trecho da decisão, obtida pelo .

O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.

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