Mulher com doenças raras denuncia negligência médica em UPA de Cuiabá

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A paciente Tatianny Rosa Batista Santos, portadora de 3 doenças raras, sendo elas síndrome de sjögren, hepatite autoimune e colangite biliar primária, além de fibromialgia, denuncia negligência médica na UPA Leblon, em Cuiabá.

 

Segundo ela, mesmo com um quadro grave de colangite infecciosa, o atendimento prioritário não foi garantido, e sua condição vem sendo ignorada pelos profissionais da unidade.

 

Tatianny conta que passou por consulta no Hospital Júlio Müller na sexta-feira (14), onde recebeu diagnóstico de colangite infecciosa e foi orientada a tomar medicação em casa. No entanto, diante do agravamento dos sintomas, incluindo falta de ar, dor abdominal e mal-estar, buscou atendimento na UPA Leblon.

 

Apesar da gravidade de seu quadro e das suas comorbidades, ela afirma que não recebeu prioridade no atendimento e segue internada desde sábado (15), dormindo em uma poltrona, o que agrava as dores causadas pela fibromialgia.

 

“Não aguento mais de dor, surgem vagas e outras pessoas são colocadas em macas e eu permaneço na poltrona, eles alegam que não tenho prioridade, estou cansada e com dor” afirmou a paciente. 

 

Além disso, alega que os médicos desconhecem sua condição, chegando a pesquisar sobre as doenças no Google durante a consulta.

 

Outro ponto levantado por Tatianny é a falta de higiene e protocolos de segurança dentro da unidade. Segundo ela, enfermeiras circulam sem luvas e com cabelos soltos, enquanto os médicos não repassam informações sobre seu estado de saúde.

 

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A paciente também relata que, ao demonstrar indignação com o atendimento, recebeu uma seringa cheia de clonazepam, medicamento utilizado para controle de crises de ansiedade e convulsões. Diante da situação, recusou a medicação e questionou a conduta dos profissionais.

 

Tatianny reforça que, devido à colangite infecciosa, deveria estar isolada, mas segue internada em condições inadequadas.

 

Ela pede ajuda para que seu caso seja tratado com a devida atenção e que medidas sejam tomadas para garantir um atendimento digno a pacientes com doenças raras.

 

O buscou contato com a Secretaria Municipal de Saúde para esclarecimentos sobre o atendimento na unidade, mas até o momento não teve retorno. 

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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