
Pré-candidato ao governo de Mato Grosso e senador Wellington Fagundes (PL) afirmou que o Estado deseja um governante mais “humano e próximo do povo”. A declaração foi dada durante entrevista ao Jornal do Meio Dia, da TV Vila Real (canal 10.1), nesta segunda-feira (1º).
“Política se faz acima de tudo, próximo da população, conversando, dialogando e eu fico muito feliz de hoje estar muito consolidado nas pesquisas, mas olha, tem que trabalhar, tem que ter pé no chão, tem que visitar, tem que conversar e isso será o meu trabalho. Eu sempre falo o seguinte: campanha termina uma, começa outra. Então eu faço campanha todos os dias do ano e, acima de tudo, eu sei que a população de Mato Grosso quer carinho, quer atenção e isso o governo tem que ter”, ponderou.
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Ao defender que a política deve ser construída “acima de tudo, próximo da população”, Fagundes fez uma avaliação que, de forma indireta, contrasta com o estilo de seu principal adversário, o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Sem citar nomes, o senador destacou que “campanha se faz conversando, visitando, dialogando”, sinalizando que o eleitor espera um líder presente no dia a dia e não restrito aos espaços administrativos.
Fagundes fez questão de sustentar sua imagem como um homem que respeita os valores da família. “Primeiro a minha família. Sou casado e vivo com a minha esposa há 50 anos”, destacou.
O parlamentar ainda deixou claro que a eleição não pode ser definida por W.O, sem candidatos para debater as propostas. “Muitos querem ganhar a eleição de W.O. Não é bom para ninguém. Quanto mais disputa, mais debates, melhor, porque cada candidato vai se desnudar, mostrar sua alma e o seu coração. Eu acho que é isso que a população quer”, disse.
Educação e segurança devem dominar o debate eleitoral
Wellington Fagundes ainda afirmou que dois temas devem dar o tom da próxima campanha em Mato Grosso: educação e segurança pública. Ele defendeu que o Estado precisa avançar na oferta de ensino integral na infância e na ampliação do ensino profissionalizante para jovens. “Educação infantil integral, se possível para todos, e profissionalizante para criar oportunidades”, disse.
Na segurança, o senador afirmou que Mato Grosso vive uma contradição entre riqueza econômica e fragilidade social. “Infelizmente, com toda essa riqueza, está sendo uma vergonha: feminicídio, família sendo tomada pelo crime organizado”, criticou. Ele citou o anúncio recente de um mutirão na área da segurança feito pelo governador Mauro Mendes e disse esperar que a ação seja efetiva. “O que adianta falar que somos ricos se essa riqueza está ficando para poucos? A família mato-grossense está sendo tomada pelo desequilíbrio”, ponderou.
Fagundes defendeu integração entre os órgãos, valorização dos policiais e mais diálogo com servidores. “É importante valorizar o policial, estruturar a família do policial. Mas também ampliar o diálogo com o servidor público. Ele é peça fundamental. Valorizar, pagar o RGA pontualmente e dialogar mais”, ressaltou.
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