
Cerca de 500 trabalhadores rurais ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e à Comissão Pastoral da Terra (CPT) ocupam a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Cuiabá, desde a manhã desta quarta-feira (9). O grupo organizou a manifestação para pedir uma audiência com o ministro do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, e quer debater a razão pela qual Mato Grosso não está incluído nos planos de reforma agrária do Governo Federal.
Os ocupantes argumentam que o programa Terra da Gente, lançado em 2024 pelo Governo Federal, não apresenta a real necessidade dos trabalhadores sem-terra de Mato Grosso. Conforme o Cadastro Único (CadÚnico), há cerca de 11 mil pessoas acampadas no estado.
Rodinei Crescêncio
Valdeir Souza, porta-voz do MST, afirmou que o movimento vê a paralisação da reforma agrária em Mato Grosso, mesmo com alta concentração de terras.
“É um estado que tem uma grande concentração de terra, que tem uma grande realidade de conflitos agrários. Ainda que mesmo tendo uma política que ajuda a melhorar a produção de alimentos saudáveis, que ajuda a melhorar o acesso à terra, infelizmente, [a reforma agrária] não avança”, explicou.
Além da reunião com o ministro, o grupo apresenta mais reivindicações, como a destinação imediata de terras públicas griladas para assentamentos; acesso à terra e condições para permanecer nela, com créditos fomento; a reestruturação do Incra, entre outras demandas.
A ocupação faz parte de ações da Jornada Nacional de Lutas em Defesa da Reforma Agrária. O grupo planeja ocupar a sede do Incra até serem atendidos pelo Ministro em Brasília (DF). Entre na comunidade de WhatsApp do Rdnews e receba notícias em tempo real . (CLIQUE AQUI )

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