
Na decisão que determinou a soltura do ex-presidente Rubens Carlos de Oliveira Júnior e outros cinco diretores da Unimed Cuiabá, que foram presos durante a Operação Bilanz , da Polícia Federal, o Ministério Público Federal (MPF) apontou que existia um grupo de WhastApp criado para discutir as estratégias de atuação dos investigados. O grupo seria responsável por um rombo de R$ 400 milhões na cooperativa.
Na ação, foram presos: Rubens; a ex-diretora financeira Suzana Aparecida Rodrigues dos Santos Palma; a ex-superintendente administrativa-financeira, Ana Paula Parizotto; a advogada, Jacqueline Larréa ; o ex-CEO da Unimed Cuiabá, Eroaldo Oliveira; e a ex-chefe do núcleo de monitoramento de normas, Tatiana Gracielle Bassan Leite.
Annie Souza/Arte
Os seis são réus pelos crimes de lavagem de dinheiro, estelionato, falsidade ideológica, uso de documento falso e organização criminosa. Eles foram soltos ainda na quarta-feira, após audiência de custódia.
Conforme o MPF, durante o cumprimento dos mandados, os policiais teriam encontrado, no celular de Ana Paula Parizotto, “a existência de um grupo de WhatsApp criado para discutir as estratégias de atuação dos investigados”, “com mensagens apontando possuir o grupo informações privilegiadas”, diz dois trechos do documento.
Sobre o grupo de WhatsApp, o juiz Jeferson Schneider, da 5ª Vara Federal de MT determinou que a polícia separe informações, para análise posterior.
“Considerando que o advogado L.S.F.C. sustentou em audiência participar do grupo de Whatsapp encontrado no celular da investigada Ana Paula Parizotto, grupo este que teria sido criado para tratar da defesa dos investigados, intime-se a autoridade policial para que, ao elaborar o relatório sobre o conteúdo desse aparelho celular – ou de outros aparelhos celulares, caso existam – separe em Informação própria ou Anexo o conteúdo desse grupo de conversa para fins de análise posterior acerca de ser o caso de conteúdo sob sigilo profissional”, decidiu.
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