MP desmente réus e diz que bebê de um mês foi torturado com socos, quedas e arremessos contra a parede

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O promotor de Justiça Roberto Arroio Farinazzo Junior, do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), chamou Francinaldo José da Silva e Talita Canavarros Soares – réus pela morte de bebê de um mês e nove dias, por traumatismo craniano, seguido de hemorragia e convulsão , em 2021 – de “grandes mentirosos”, no plenário do Tribunal do Júri realizado em Barra do Bugres (a 165 km de Cuiabá), nesta terça-feira (24).

Durante a fase dos debates, o MPMT detalhou a situação em que o corpo do bebê estava, quando passou por exames periciais. Enquanto mostrava as imagens, Francinaldo chorou, enquanto Talita evitava olhar. “Isso é aviltante, uma afronta à nossa inteligência. Os dois agrediram e mataram uma criança com menos de dois meses”, apontou o promotor. Josi Dias/TJMT

Promotor Roberto Arroio Farinazzo Junior

Segundo Farinazzo, o bebê foi torturado diversas vezes, sendo possível notar a diferença de coloração entre os hematomas presentes no corpo da vítima.  “ Nos meus mais de cem julgamentos, nunca tinha visto algo assim. Eles mentiram dez vezes. Nunca vi um casal mentir tanto quanto esses dois.” Promotor de Justiça Roberto Arroio Farinazzo Junior

“O bebê sofria golpes repetidos: ou davam socos na cabeça, ou jogavam-no no chão, ou arremessavam contra a parede. Por mais que tenham tentado limpar, não conseguiram apagar todas as marcas”, completou a promotoria.

O promotor disse ainda que a perícia constatou, por meio de exame de necropsia, que o cérebro do bebê estava destruído e cheio de lesões, com fraturas no crânio. “Não foi qualquer perito, foi um neurologista”, disse o promotor.

“Quando achamos que chegamos ao limite da maldade humana, e nada como um dia após o outro, percebemos que a maldade humana é ilimitada. Isso é uma barbárie. (…) Nos meus mais de cem julgamentos, nunca tinha visto algo assim. Eles mentiram dez vezes. Nunca vi um casal mentir tanto quanto esses dois. Os jurados devem ficar atentos. O assassino destrói a pessoa, elimina direitos, priva-a da vida. Depois, eles tentam assassinar a Justiça, impedindo-a de ser concretizada”, afirmou o promotor ao apresentar a cena do menino ferido. Josi Dias/TJMT

Talita Canavarros Soares e Francinaldo José de Araújo

Réu acusa esposa, que confessa

Conforme publicado pelo , Francinaldo alegou, em depoimento, que ingeriu bebida alcoólica com Talita e viu a esposa derrubar o bebê. Posteriormente, ele admitiu que não acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas culpou Talita alegando que ela “deveria ser mais cuidadosa” . 

Em depoimento, Talita confessou que o bebê caiu do seu colo, mas negou qualquer ato de violência. Segundo ela, após o ocorrido, continuou bêbada e foi dormir com a criança e, ao acordar, já no dia seguinte, disse ter percebido que o bebê estava morto ao seu lado.

A ré ressaltou ainda que a queda da criança foi culpa dela por estar alcoolizada, e que Francinaldo não teve participação no ocorrido.

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Link da Matéria – via RD News

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