
O Ministério Público de Mato Grosso (MPE) denunciou o diretor da Escola Militar Tiradentes, o policial militar Elias Ribeiro Silva , de 54 anos, pelo homicídio premeditado do jovem Claudemir Sá Ribeiro, de 26 anos. O crime aconteceu na noite do dia 23 de março, em um bar no município de Colniza (a 1.065 km de Cuiabá). O MPE também pediu indenização de R$ 500 mil em danos materiais e morais para a família da vítima. Reprodução de vídeo/montagem
Claudemir Sá Ribeiro (no detalhe, à esquerda) foi assassinado a tiros em um bar de Colniza; o PM Elias Ribeiro Silva (no detalhe, à direita), foi denunciado pelo crime
Conforme a denúncia assinada pelo promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, após passar o dia ingerindo bebida alcoólica, Elias demonstrou irritação quando algumas mulheres decidiram sentar-se à mesa da vítima. Em tom agressivo, afirmou que poderia matar todos ali.
Segundo o MP, Elias então se aproximou da mesa de Claudemir, iniciou uma breve conversa e, sem provocação, disparou à queima-roupa, matando o jovem. A vítima estava distraída com o celular e não teve chance de defesa.
As imagens do circuito de segurança confirmaram a execução deliberada e sem chance de defesa. De acordo com o MPMT, o crime foi cometido por motivo fútil (ciúmes), uma vez que Elias estava frustrado pelo fato de as mulheres terem se afastado para ficar próximo a Claudemir.
O denunciado tentou justificar a ação alegando que Claudemir pertencia a uma facção criminosa e que teria ameaçado a vida dele, mas as investigações não apontaram qualquer ligação da vítima com o crime organizado.
PM disse que estava com “vontade de matar”
Como já publicado pelo nessa quarta-feira, em depoimento, uma testemunha, que é funcionária do bar, disse que ouviu Elias falar, momentos antes do crime, e em tom normal, que estava com “vontade de matar” . “Já tem sessenta dias que eu matei alguém, tô com vontade de matar de novo” (sic), teria dito. Outra testemunha confirmou que ouviu a mesma coisa.
Elias foi preso em flagrante pelo crime. Foi apreendida com ele a arma de fogo e um carregador com 15 munições. Ele passou por audiência de custódia, onde sua prisão foi convertida para preventiva. Na semana passa, o PM foi transferido para o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), em Cuiabá, onde segue detido.
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