Moratória da Soja prejudica economia de 98 municípios de MT, diz presidente da AMM

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O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Leonardo Bortolin (MDB), criticou duramente a Moratória da Soja – pacto ambiental que  proíbe a compra de soja oriunda de áreas desmatadas na Amazônia – durante sua passagem pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), na tarde dessa terça-feira (22). Para Bortolin,  a medida, embora se apresente como uma iniciativa ambiental, serve, na verdade, como uma “estratégia de domínio de mercado”.

Bortolin destacou que 98 municípios de Mato Grosso possuem parte de seu território no bioma amazônico e que a moratória impede o desenvolvimento econômico dessas regiões. Ele citou como exemplo as cidades de Carlinda e Alta Floresta, localizadas no Norte do estado, que migraram da pecuária para a lavoura e agora enfrentam restrições para originar soja.

Marcos Vergueiro Secom/MT

“A Moratória da Soja, na verdade, ela se fantasia de uma bandeira ambiental, mas ela, nada mais é, do que uma estratégia para domínio de mercado (…) você estaria impedindo, muito antes do que uma defesa do agro, a vida econômica desses municípios”, disparou.

Conforme publicado pelo , em maio de 2024, o Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE) anunciou uma auditoria sobre incentivos fiscais destinados às empresas que atuam no estado, após um pedido protocolado, junto ao TCE, por 127 Câmaras Municipais, que apontaram que os acordos prejudicam o desenvolvimento dos municípios e impedem a circulação de bilhões de reais na economia mato-grossense, “aprofundando as desigualdades regionais”.

Além disso, lideranças de entidades ligadas ao agronegócio, solicitaram o fim da moratória , ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), alegando que a medida é “parecida com  um cartel”, prejudicando agricultores que cumprem o código florestal do país. 

Gabriel Rodrigues/Rdnews

Ferrogrão

O presidente da AMM mencionou ainda a necessidade de “superar superar algumas questões, até mesmo de âmbito ambiental”, para a implementação da Ferrogrão , projeto de ferrovia para ligar Sinop a Miritituba (PA) – contando com o apoio do senador Wellington Fagundes (PL) e do governador Mauro Mendes (União Brasil).

Bortolin afirmou quanto a importância da logística ferroviária para o escoamento da produção agrícola, destacando o traçado da Ferronorte – que liga o terminal ferroviário de Rondonópolis à Malha Paulista em Santa Fé do Sul (SP) – como um eixo intermodal fundamental. 

“O Brasil é altamente atrasado. Nós temos pouco mais de 10% da malha ferroviária americana. Nós temos que superar algumas questões até mesmo de âmbito ambiental e outros percalços”, afirmou Bortolin.Entre na comunidade de WhatsApp do Rdnews e receba notícias em tempo real . (CLIQUE AQUI )

Link da Matéria – via RD News

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