
Moradores do bairro Santa Inês, em Cuiabá, convivem há mais de um mês com a falta de abastecimento de água, situação que atinge quatro condomínios e um conjunto de edifícios com 57 blocos. A escassez tem causado transtornos diários e revolta entre os moradores, que cobram providências da concessionária Águas Cuiabá. A síndica do condomínio Planalto 2, Tatiane Garcia, relata que todas as 60 casas estão sem água há 32 dias. Segundo ela, quando a água chega é com pressão tão fraca que não enche nem um balde.
Para tentar driblar o problema, alguns moradores recorrem ao uso de bombas para puxar a água e abastecer as caixas d’água. Outros investem em várias caixas, na tentativa de armazenar o máximo possível quando há um breve retorno no fornecimento. Ela afirma que o problema é recorrente e se agrava todos os anos no período de setembro a dezembro.
“Nessa época é um caos. Nos outros meses, o abastecimento acontece dia sim, dia não. E o pior é que não sabemos por que isso acontece, a concessionária não dá justificativa”. Segundo Tatiane, o Condomínio Planalto 2 chegou a ganhar na Justiça uma ação contra a Águas Cuiabá, no valor de R$ 68 mil, referente à falta de água registrada no ano passado. Agora, os moradores ingressaram com um pedido de liminar para que a concessionária envie um técnico ao local e avalie as causas da irregularidade no abastecimento. O problema no abastecimento também afeta as 32 casas no condomínio Planalto 3.
Moradora Benildes da Costa, 57, explica que precisa solicitar toda a semana caminhão-pipa. “Mesmo racionando a água ao máximo, acabo ficando sem. Muitas vezes preciso tomar banho na casa de familiares, não tenho nem para fazer o básico, é frustrante. E todo o ano é assim, principalmente nesta época, e não sabemos o que está causando a escassez de água. Já abri mais de três chamados e a falta de abastecimento não é solucionada.”
Com 33 residências, moradores no condomínio Planalto 1 também sofrem. O idoso Ezaias Dourado do Nascimento, 72, mora há 13 anos no local e afirma nunca ter vivenciado tantos dias sem água. “A água não chega, não tem pressão. Está difícil viver assim”.
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