
A vereadora Michelly Alencar (União Brasil) afirmou que a Câmara de Cuiabá, sob presidência do vereador Chico 2000 (PL), funciona como “puxadinho” da Prefeitura. Segundo ela, a situação deve mudar caso a vereadora eleita Paula Calil (PL) seja escolhida para presidir a Casa na eleição da Mesa Diretora marcada para 1º de janeiro de 2025.
Michelly garante que com Paula Calil haverá independência na condução da Câmara Municipal apesar dela pertencer ao PL do prefeito eleito Abílio Brunini. Além disso, é irmã do deputado estadual Faissal (Cidadania), que coordenou a campanha do liberal.
Thaís Fávaro
“Hoje é que a Câmara vive essa realidade [ puxadinho da Prefeitura]. Sempre afirmamos que, por muito tempo, a Câmara esteve a serviço do Executivo. Eu vivi isso e combati essa situação. Assim, independente da Paula ser do PL, mesmo partido do prefeito eleito, acredito que é uma pessoa comprometida em honrar o trabalho legislativo. Sendo eu a maior combatente desse cenário, jamais apoiaria a continuidade dessa subordinação do Legislativo ao Executivo”, declarou Michelly, na manhã desta quinta-feira (28).
A parlamentar ainda lembrou que a Câmara de Cuiabá é dominada pela base aliada do atual prefeito Emanuel Pinheiro (MDB). Por isso, afirma que a oposição sequer consegue aprovar convocação de secretários para esclarecimentos.
“Não se trata de tornar a Câmara um puxadinho do Executivo, como vemos hoje, infelizmente. Há pautas mínimas, como a convocação de um secretário, que não conseguem ser aprovadas pela falta de votos necessários. Essa é a realidade atual”, completou.
O ex-secretário de Estado Jefferson Neves, marido de Michelly Alencar, coordena a equipe de transição de Abilio e também é cotado para o secretariado na pasta de Esportes, que deve ser criada na próxima gestão. No entanto, a vereadora assegura que a situação não interfere no seu papel fiscalizador.
Paula Calil deve disputar à presidência com o vereador reeleito Jeferson Siqueira (PSD). Hoje, ambos contam com 11 votos cada. O fiel da balança deve ser o grupo de vereadores chamado de G5, que ainda não definiu voto para presidência da Mesa Diretora.
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