Michel Temer defende Moraes: “Cumpre rigorosamente o papel que lhe cabe”

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O ex-presidente da República Michel Temer (MDB) saiu em defesa da atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF),  Alexandre de Moraes, que conduz processo da suposta trama golpista que pode culminar na condenação do ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL). “Ele [Alexandre de Moraes] está cumprindo rigorosamente o papel que lhe cabe como ministro da Suprema Corte”, disse Temer, que indicou e nomeou Moraes como ministro do STF.

O emedebista, que participa do Fórum de Sustentabilidade e Desenvolvimento Econômico , em Cuiabá, nesta quarta (27), pondera que, recentemente, foi questionado sobre essa briga entre o Brasil e os Estados Unidos, que culminou no tarifaço imposto por Donald Trump e também em sanções ao próprio ministro, por meio da lei Magnitsky.

Rodinei CrescêncioRdnews

Segundo Temer o questionamento girou em torno de uma fala de Moares de que não irá recuar nenhum milímetro em razão da pressão do governo americano que vê Bolsonaro como um político perseguido. “O que ele quiser dizer quando disse que não vou recuar? Não vou recuar na prova dos autos. Ou seja, se a prova dos autos for condizente à condenação, haverá condenação. Se a prova dos autos for condizente à absolvição, haverá absolvição”.

Caso

No final de julho, o governo de Donald Trump aplicou a Lei Magnitsky contra o ministro, que é usada para punir estrangeiros acusados de violação aos direitos humanos.

O ministro do STF Flávio Dino, por sua vez, determinou que leis ou decisões judiciais de outros países não terão eficácia no Brasil, exceto se passarem por uma validação da Justiça brasileira. Ele, entretanto, não citou a lei Magnitsky.

Julgamento de Bolsonaro

Na próxima terça-feira (02),  começa o julgamento de Jair Bolsonaro e aliados por suspeita de envolvimento em uma trama golpista.

Bolsonaro e aliados — entre eles o ex-ministro Braga Neto e o ex-ajudante de ordens Mauro Cid — são réus por tentativa de golpe, com o objetivo de impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após as eleições de 2022 e manter o então presidente no poder.  O julgamento será presencial.

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Link da Matéria – via RD News

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