Mendes celebra prisão humanitária e compara Bolsonaro a Collor; ‘decisão acertada’

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O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), comemorou em entrevista à imprensa a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre Moraes, que concedeu prisão domiciliar humanitária para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por um prazo inicial de 90 dias. Ele estava preso no Complexo Penitenciário da Papudinha e ficará detido em casa com uso de tornozeleira eletrônica, por complicações na saúde.

 

Conforme o governador, a decisão do ministro foi acertada, diante do histórico de outros nomes da política, como o ex-presidente da República, Fernando Collor de Melo, que desde o ano passado cumpre pena em casa, sob a justificativa de problemas de saúde crônicos como apneia do sono, doença de Parkinson e transtorno afetivo bipolar, além de sua idade avançada (75 anos).

 

Apesar da prisão humanitária, o governador reforçou que pesa sobre o ex-presidente condenado por tentativa de golpe de estado, uma série de restrições.

 

“Fiquei muito feliz que tiraram Bolsonaro da condição que ele estava. Ele estava numa situação debilitada, o ex-presidente Fernando Henrique Collor também, por questões de saúde, foi colocado em prisão domiciliar. Isso não teve viés político na decisão, mas independente do que possa acontecer, vi que ainda há uma série de restrições”, disse o governador.

 

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Para Mauro, mesmo com a atual condição, Bolsonaro pode ter influencia direta no processo eleitoral de 2026.

“Precisamos reconhecer que o Bolsonaro é uma grande liderança de um seguimento importante da política brasileira. Ele, na prisão, ou em casa, é o líder que pode influenciar em muitos cenários eleitorais”, emenda.

Como mostrou o , o ministro Alexandre de Moraes autorizou nesta terça-feira (24) a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para o regime de prisão domiciliar. A decisão atende a um pedido da defesa, que alegou o grave estado de saúde do liberal, internado desde o dia 13 de março no Hospital DF Star, em Brasília, para tratar uma pneumonia bacteriana. O benefício passa a valer assim que ele receber alta médica.

De acordo com o despacho, a prisão domiciliar terá prazo inicial de 90 dias, período após o qual Moraes fará nova análise, podendo inclusive determinar perícia médica oficial. Entre as medidas impostas, Bolsonaro deverá usar tornozeleira eletrônica para monitoramento em tempo real e permanecer sob vigilância da Polícia Militar, responsável pela segurança da residência.

O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por condenação no processo da “trama golpista” e, até a internação, estava detido no 19º Batalhão da Polícia Militar, em Brasília. Em novembro do ano passado, ele já havia se envolvido em polêmica relacionada ao monitoramento eletrônico, após tentativa de violação do equipamento, o que resultou em nova prisão à época.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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