Maysa critica ausência de festa em Cuiabá: Rico vai para o Manso; e o pobre?

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A vereadora por Cuiabá, Maysa Leão (Republicanos), criticou o prefeito Abilio Brunini (PL) por cancelar as festividades dos 306 anos da Capital e pedir que a população realize um “mutirão de limpeza” para reerguer a cidade. Na sua avaliação, os ricos aproveitarão para festejar no Lago do Manso e em Chapada dos Guimarães (a 64 km de Cuiabá), e questionou se é justo que os cuiabanos que não possuem tantos recursos não celebrem a data.

Secom

Em conversa com a imprensa, Maysa foi questionada se existe ambiente para comemorações do dia 8 de abril e um “feriadão prolongado” frente ao endividamento da prefeitura, o estado de calamidade financeira e a epidemia de dengue e chikungunya na cidade. A parlamentar alega que a prefeitura poderia encontrar parceiros privados e fazer uma campanha de conscientização, e não simplesmente vetar qualquer celebração financiada pelo Município.

“Não estou dizendo para mobilizar o dinheiro da saúde, o dinheiro da educação para fazer festa. Estou dizendo para a gente usar a criatividade e contemplar o nosso povo mais sofrido, porque o povo rico vai para o Manso fazer festa, vai para a Chapada fazer festa, vai fazer churrasco, vai feriar. E a população periférica, para ela sobra o quê? Limpar os matos e os quintais e as ruas? Não, tem que ter celebração também”, manifestou.

O prefeito alega que as festas tradicionais não serão o foco da sua gestão neste momento, por ter como prioridade melhorar a saúde e a educação, tapar os buracos e fazer a limpeza da cidade. Ele garante que seu staff estará nas ruas e estendeu a convocação para a população. Mas, para a vereadora, seria possível fazer as duas coisas em sintonia e com reforço na aproximação com o cidadão.

“O pedido de apoio para a população, ele não pode ser confundido com se eximir da responsabilidade de limpar a cidade. Aqui, de fato, nós temos muitos terrenos privados, com piscinas abandonadas, terrenos cheios de lixo, que são de responsabilidade privada. Quando ele pede esse mutirão, ele está falando do quintal da casa de cada um, do ambiente privado, que não é possível que o poder público adentre, e isso é necessário. A gente tem também como consciência de que vivemos uma epidemia de chikungunya, fazermos a nossa parte, mas isso não exime o prefeito fazer a parte dele”, argumentou.

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Link da Matéria – via RD News

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