
O presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), Max Russi (PSB), considera que a decretação de prisão domiciliar contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi uma ação extrapolada do Supremo Tribunal Federal (STF), que apura suposta trama golpista. Contudo, compreende que Bolsonaro “pagou para ver” e contribuiu para a reação ao descumprir medidas cautelares que haviam sido impostas pela Suprema Corte.
Marcos Lopes/ALMT
Entre as medidas, a proibição de uso de redes sociais deixava claro que não seriam permitidas transmissões, retransmissões, veiculação de áudios, vídeos ou transcrições de entrevistas em qualquer plataforma de redes sociais, nem o uso desses meios para burlar a medida, sob pena de imediata revogação e decretação da prisão. Acontece que, no domingo (3), Bolsonaro fez discurso para diversas manifestações pelo país contra Moraes e o presidente Lula (PT), seu adversário político, via telefone – inclusive para o ato realizado em Cuiabá. Além de post na rede social de um dos filhos .
Max foi questionado sobre a postura de Bolsonaro. No seu entendimento, o descumprimento não foi ao acaso, mas sim um “all-in”, ou seja, um ato de coragem ou ato de apostar tudo em uma única cartada ou jogada: “Eu acho que ele deu o all-in, digamos assim, em termos de decisão. Ele esperava que essa decisão pudesse acontecer. Ele não ia fazer [de maneira mal pensada]. O cara que foi presidente, o conhecimento que tem, sem saber as consequências [não iria agir]”.
O presidente ponderou ainda que decisão judicial deve ser cumprida, mas enxerga exageros cometidos pelo STF na condução do caso, como penas desproporcionais ao manifestantes apoiadores de Bolsonaro que depredaram os Três Poderes em janeiro de 2023, em um ato de contestação ao resultado das urnas.
“Houve o estrampolamento do Judiciário [sobre a domiciliar], agora também a gente tem que ponderar que a gente não pode desrespeitar a decisão da Justiça. Minha definição é sempre que decisão de Justiça você cumpre, você não discute. Agora, que está havendo um exagero na condução, isso também é unânime por parte da população na maneira geral”, sinalizou.
As demais cautelares incluíam a proibição de ausentar-se do país, com uso de tornozeleira eletrônica e recolhimento domiciliar no período noturno (das 19h às 6h) e nos fins de semana, e proibição de aproximação e acesso a sedes de embaixadas e consulados, de manter contatos com embaixadores ou autoridades estrangeiras, e com demais réus e investigados. Até que houve a quebra, sendo imposta a prisão domiciliar.
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