
O governador Mauro Mendes (União), reclamou da criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o esquema de corrupção na saúde do Estado durante a pandemia da covid-19, desmantelada no âmbito da Operação Espelho. Segundo ele, os fatos ocorreram em 2023 e que as assinaturas foram neste período, e que os fatos já foram apurados. Mesmo reconhecendo a autonomia da Assembleia para investigar, Mendes achou estranhou a criação da CPI.
“Eu fiquei sabendo que alguns deputados que já entraram com expediente [pedido] na Assembleia Legislativa pedindo a exclusão porque não existe contemporaneidade neste pedido. São fatos que já foram investigados pelo Ministério Público e polícia, já foram concluídos e os responsáveis já foram denunciados. Não tem nenhum fato novo. Mas não tem problema. Vamos fazer o debate legislativo sobre isso. Me pareceu muito estranho essa atitude nesse momento”, disse nesta quarta-feira (11).
Questionado se o autor do pedido, o deputado estadual Wilson Santos (PSD), agiu de má-fé ao apresentar o requerimento agora, ele apenas disse que ouviu alguns parlamentares classificaram a atitude de Wilson como ‘má-fé’. Ele também insinuou que a CPI teria cunho eleitoreiro, já que estamos em ano eleitoral, no qual o governador deverá disputar uma vaga ao Senado Federal.
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“É natural que em ano eleitoral surjam questões com vários objetivos. Tem deputados que estão em um partido e podem estar alinhados com partido B ou C. O que acho lamentável é que haja uma confusão desses papéis”, afirmou.
“Todo mundo tem o direito de ser candidato, mas todos têm o dever de serem leais com o exercício do cargo que nós temos, agindo corretamente, e não criando barulhos ou ruídos desnecessários”, completa.
Desde que a CPI foi publicada, o líder do governo deputado Dilmar Dal Bosco (União) insiste na tese que alguns parlamentares que assinaram a CPI não teriam mais interesse. Entre os nomes que ele cita é do primeiro-secretário do parlamento, Dr João (MDB).
Contudo, foi o próprio Dr João que recebeu o requerimento após sua leitura e encaminhou para a Procuradoria Legislativa. Ele também alega que o deputado Juca do Guaraná (MDB) e Chico Guarnieri (PRD) teriam mais interesse na CPI.
Outra estratégia analisada é fazer com que os Blocos Parlamentares governistas não indiquem nenhum nome para a CPI. Porém, de acordo com o regimento interno, caso não apresente os nomes em até 5 dias, caberá ao presidente da Assembleia, no caso Max Russi (PSB), indicar os nomes.

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