
O governador Mauro Mendes (União Brasil) admitiu que seu grupo errou nas eleições de 2020 ao escolher o ex-prefeito e apresentador, Roberto França (à época Patriota) como o candidato ao Palácio Alencastro na tentativa de impedir Emanuel Pinheiro (MDB), que conquistar a reeleição. França se apresentou como candidato ligado ao então presidente da República Jair Bolsonaro (PL), crendo na força do bolsonarismo. Na prática, a atuação dele foi pífia, ficando em 4º lugar com 9%, somando 25.523 mil votos.
Acontece que a escolha por França pela falta de planejamento do extinto DEM, que não teve candidatura própria. A aliança foi fechada na última hora.
Gustavo Farinacio
“Nunca podemos atribuir o erro ao eleitor. Houve um equivoco lá atrás do nosso grupo em imaginar que um determinado candidato poderia desempenhar bem. Não desempenhou”, relembrou o governador, após votar na manhã deste domingo (6).
Mauro Mendes citou ainda que no segundo turno resolver apoiar Abilio Brunini, hoje candidato a prefeito pelo PL, que se colocava como oposição ferrenha ao atual prefeito e havia liderado no primeiro turno. No entanto, o despreparo do candidato foi crucial para tomar a virada de Emanuel Pinheiro, que mesmo desgastado, conseguiu conquistar os eleitores , na análise do popular “menos pior”.
“Tivemos um candidato com forte indícios de corrupção e do outro lado, um candidato que não inspirou confiança no eleitor, pelo seu comportamento e pelas atitudes. No final, por placar muito apertado, acabou vencendo a máquina, vencendo o candidato que conseguiu na última hora capturar o maior número de votos. As pessoas não votam pela sua melhor escolha, acabam votando no menos pior. Naquele momento foi uma escolha foi entre o ruim e o horrível. E aí, o ruim, venceu”, acrescentou.
Para o pleito de 2024, o União Brasil se preparou melhor, tendo dois nomes na disputa, sendo o chefe da Casal Civil, Fabio Garcia, que tinha a chancela de Mauro e Eduardo Botelho, que tinha o aval de deputados e lideranças fortes do partido. No fim, caberia ao governador escolher que seria o nome à Prefeitura, mas em meio à pressão e temor por uma debandada, optou por Botelho, mesmo contrariado.
Agora, Botelho lidera as pesquisas de intenção de voto. A expectativa é que chegue ao segundo turno como primeiro colocado.
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