Mato Grosso recebe certificação de zona livre de aftosa sem vacinação

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Durante a 92ª Assembleia da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), realizada em Paris, Mato Grosso recebeu o reconhecimento como zona livre de febre aftosa sem vacinação. O status, considerado o mais elevado na área de sanidade animal, abrange os rebanhos bovino, bubalino e suíno.

Mato Grosso mantém o maior rebanho bovino do Brasil, com aproximadamente 34,2 milhões de cabeças, representando cerca de 14,6% do efetivo nacional.

Segundo o vice-governador do Estado, Otaviano Pivetta, a conquista é histórica e vai ajudar o Estado ampliar ainda mais o protagonisto nessa área, abrindo novos mercados internacionais, especialmente na Ásia,

Divulgação

A certificação marca o encerramento de um processo que levou mais de quatro décadas, com ações voltadas para a erradicação da doença e fortalecimento da vigilância sanitária. Nos últimos anos, houve reforço em investimentos públicos e privados, que incluíram concursos, treinamentos, renovação da infraestrutura do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea) e aquisição de equipamentos.

“Agora é oficial, Mato Grosso livre de aftosa sem vacinação. Estamos aqui acompanhando a comitiva do vice-governador Otaviano Pivetta, os representantes do setor produtivo e nossos técnicos do Indea. Estamos muito felizes, pois é o reconhecimento de um trabalho de muitos e muitos anos, onde só o governo do estado nos últimos cinco anos investiu mais de R$ 100 milhões de reais, com concurso público, capacitações junto com os fundos dos produtores, dos pecuaristas, reforma dos escritórios e das regionais do Indea, aquisição de veículos. É um trabalho conjunto da iniciativa privada e do governo que nos faz chegar nesse momento de muita alegria”, destacou o secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda.

A cerimónia de entrega contou com a presença de representantes do governo estadual, do setor produtivo e de técnicos da área agropecuária. De acordo com as autoridades locais, a certificação poderá abrir novos mercados internacionais para a carne produzida no estado, especialmente na Ásia — destino de exportações que somaram mais de 2 mil milhões de dólares em 2023.

Vigilância constante

Além dos ganhos comerciais, o novo status sanitário exige um compromisso contínuo com a vigilância e controle de doenças, para garantir a manutenção do reconhecimento internacional. O último caso de febre aftosa em Mato Grosso foi registrado em 1996. Desde então, o estado passou por um processo gradual de transição, encerrando a vacinação obrigatória em 2023.

O presidente da Famato, Vilmondes Tomain, também destacou o papel dos produtores nesta conquista, especialmente os pecuaristas. 

“Hoje é só alegria. Nossa alegria como produtor rural, como representante do produtor rural do Mato Grosso. Parabéns aos pecuaristas, né, governador, que fizeram a sua tarefa de casa. Vocês conseguiram elevar o status brasileiro, os livres de aftosa sem vacinação. Isso é motivo de orgulho para nós. Estamos de parabéns. Agora é só cuidar, como os técnicos estão aí preparados para isso, para nos dar o norte do caminho para a gente manter esse status e ganhar mercado para o mundo afora.”

O reconhecimento da OMSA representa também uma mudança no patamar do Brasil no mercado global de proteína animal, reforçando o papel do país como um dos principais fornecedores de carne no mundo.

Levantamento da  Associação Brasileira de Frigoríficos (Abafrigo) aponta que Mato Grosso exportou 145 mil toneladas de carne bovina, gerando uma receita de US$ 663,6 milhões, equivalente a R$ 3,8 bilhões no primeiro trimestre de 2025. Esse volume representa um crescimento de 17% em comparação com o mesmo período de 2024.Entre na comunidade de WhatsApp do Rdnews e receba notícias em tempo real . (CLIQUE AQUI )

Link da Matéria – via RD News

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