Mães também sentem dor!

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Rodinei Crescêncio/Rdnews

No último domingo celebramos o Dia das Mães — símbolo de amor, entrega e cuidado. Mas, por trás dessa dedicação diária, muitas mães enfrentam dores que passam despercebidas, frequentemente ignoradas por colocarem sempre os outros em primeiro lugar. Uma das queixas mais comuns no consultório ortopédico, especialmente entre mulheres, é a dor no ombro, muitas vezes causada pela Síndrome do Impacto do Ombro, também chamada de síndrome do manguito rotador.

O que é a Síndrome do Impacto?

Essa condição ocorre quando os tendões do manguito rotador (conjunto de músculos e tendões responsáveis por estabilizar e movimentar o ombro) são comprimidos no espaço entre o osso do braço (úmero) e o acrômio, uma parte da escápula. Esse atrito repetitivo pode causar inflamação, dor, perda de força e, em casos mais avançados, até ruptura dos tendões.

Por que afeta tantas mães?

Mães acumulam inúmeras tarefas: pegar filhos no colo, carregar bolsas, limpar a casa, cozinhar, trabalhar fora e ainda estar disponível emocionalmente para todos. Esses movimentos repetitivos e sobrecarga física aumentam o risco de desenvolver lesões por esforço repetitivo e degeneração tendínea ao longo dos anos.

Além disso, alterações hormonais, especialmente após a menopausa, também contribuem para o enfraquecimento dos tendões e maior propensão a lesões.

Quais os sintomas?

Dor no ombro, especialmente ao levantar o braço

Dificuldade para dormir do lado afetado

Perda de força para tarefas simples, como pentear o cabelo ou pegar algo no alto

Sensação de “estalidos” ou travamentos ao movimentar o braço

Como é o tratamento?

Nos estágios iniciais, o tratamento costuma ser conservador:

Fisioterapia para fortalecimento e correção da mecânica do ombro

Medicações anti-inflamatórias

Terapias regenerativas (como PRP, ondas de choque, i-PRF, entre outras)

Ajuste de atividades do dia a dia

Em casos mais avançados ou de ruptura tendínea significativa, a cirurgia pode ser indicada, com excelentes resultados, principalmente quando realizada precocemente.

Um lembrete para todas as mães

O cuidado com os outros começa com o cuidado consigo mesma. A dor no ombro não deve ser ignorada. Se você é mãe e sente algum dos sintomas descritos acima, procure um ortopedista. Um diagnóstico precoce pode evitar que uma simples inflamação se torne uma lesão grave.

Neste mês das mães, que tal dar esse presente para si mesma? Um corpo saudável é a melhor ferramenta para continuar exercendo o papel mais desafiador — e mais bonito — do mundo: ser mãe.

Fellipe Ferreira Valle é formado em medicina pela Universidade de Medicina de Teresópolis -RJ, realizando posteriormente residência médica em ortopedia na Santa Casa de Belo Horizonte onde também realizou especialização em cirurgia do joelho e cirurgia do ombro e cotovelo. É também membro fundador da Sociedade Brasileira de Regeneração Tecidual e Socio efetivo da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Professor de medicina na UNIVAG e preceptor da residência de ortopedia da UNIC. Instagram :@dr.fellipe

Link da Matéria – via RD News

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