
O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) classificou como um equívoco a ideia do prefeito eleito, Abilio Brunini (PL), de proibir a entrega de marmitas para as pessoas em situação de rua , em Cuiabá. O tema tem gerado polêmica, diante da postura de Abilio, frente a esse problema. Ele alega que pretende implantar um local específico para regular alimentação , para que não seja necessário a realização de doações.
Lúdio disputou a Prefeitura de Cuiabá com Abilio. No entanto, foi derrotado no segundo turno.
Fotos: Rodinei Crescêncio
Na avaliação do petista, cortar uma ação do município e impedir que a sociedade ajude essas pessoas, gera uma imagem completamente negativa. Para ele, Abilio deveria fortalecer as ações de acolhimento e atendimento às pessoas em situação de rua.
“Muito ruim, muito negativa, o que o prefeito deveria ter proposto, era condições para o acolhimento das pessoas em situação de rua, por meio de ações na saúde, na assistência social, inclusive, no campo da segurança alimentar. A pura e simples proibição da atuação das entidades da sociedade civil, que trabalham com as pessoas em situação de rua, é muito negativa, na minha opinião. Espero que ele consiga perceber esse equívoco e reveja essa posição”
Além da proibição da entrega marmitas, Abilio também defender “devolver” a população em situação de rua para suas cidades de origem . A prática, considerada ilegal, é negativa para a Capital, conforme avaliação de Lúdio. O petista pediu que o foco de Abilio esteja direcionado às principais demandas da cidade, nestes primeiros meses de gestão, que é encontrar solução para o caos na Saúde e recuperação da malha asfáltica.
“É ruim, é muito negativo [essa ideia de deportação de pessoas em situação de rua]. Cuiabá tem muitos problemas, problemas estruturais e crônicos, que precisam ser resolvidos, principal, é a saúde e as condições de infraestrutura da cidade […] Eu avalio que o governo precisa se concentrar nessa pauta, para iniciar o processo de reversão disso. Torço para que isso seja o centro das atenções”, completou.
Para diversas lideranças políticas de Mato Grosso, a postura de Abilio não é “cristã”, ao querer proibir ajuda aos pobres e necessitados. A medida defendida pelo prefeito deve entrar em vigor dentro do prazo de dois meses, com o fim de um contrato entre a Prefeitura e uma empresa que fornece as marmitas.
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