
Todo mundo sabe, mas ninguém reage. É o que parece diante das acusações de políticos sobre a influência de facções criminosas em campanhas e até escolha de cargos no Legislativo municipal e estadual.
O vereador Rafael Ranalli disse que pelo menos 4 parlamentares foram eleitos com dinheiro do crime, mas não citou nomes, nem fez denúncia formal. Essa semana foi a vez do prefeito eleito, Abilio Brunini, dizer que o Comando Vermelho influencia na Mesa Diretora e que não vai “ficar só olhando”. Questionado sobre quem teria ligação com o crime, o novo gestor disse que “ouviu de boca” e não nomeou tais vereadores. Ou seja, não sabe ou não quer dizer e não tem provas.
O deputado Wilson Santos já falou sobre deputados eleitos pela força de facções nos bairros da Capital, mas também não prosseguiu com a denúncia.
O vereador Paulo Henrique foi afastado do cargo e denunciado, essa semana, pelo MP, por suposta ligação com facção e ajuda na liberação de festas realizadas na cidade em troca de dinheiro.
É muito “diz que me disse” e nenhuma ação.

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