Líder de grupo que cobrava comerciantes em VG tentou se esconder na Rocinha

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Apontado pela Polícia Civil como líder de um grupo criminoso que ameaçava e extorquia comerciantes de Várzea Grande, O.R., conhecido pelo apelido de Shelby, viajou para o Rio de Janeiro no dia em que soube que estava sendo investigado pela Gerência e a Delegacia de Combate ao Crime Organizado (GCCO/Draco).

A informação foi dada pelo delegado Antenor Pimentel Marcondes . Segundo a autoridade policial, ao perceber a movimentação da polícia, O.R. foi até o Aeroporto Marechal Rondon, comprou uma passagem à vista para o Rio de Janeiro e se escondeu na Favela da Rocinha.

PJC

O delegado ainda lembrou a dificuldade em adentrar na favela, que hoje é um dos “redutos da criminalidade”. “A gente teve que lidar com esse percalço. Hoje a Rocinha é um reduto da criminalidade. Não que a gente não possa chegar à Rocinha, mas tem que ser uma operação de guerra. O STF [Supremo Tribunal Federal] já disse que não pode”, afirma.

No entanto, segundo o delegado, Shelby continuou sendo monitorado. Na quinta-feira (06), ele voltou para Cuiabá e tentou mudar de casa para dificultar as atividades da polícia, mas acabou preso nesta segunda.

Além de Shelby, C.R.L.S., conhecido como “Maxixi”, que ameaçaria os comerciantes, também foi detido pela polícia, em sua casa, em Cuiabá. Eles foram alvos da Operação “A César o que é de César”.

A ação vem como resposta aos incêndios criminosos que atingiram lojas de utilidades de Paranatinga (a 384 km de Cuiabá). As investigações identificaram que o incêndio foi uma represália ordenada por uma facção, já que os comerciantes não pagaram a “taxa” cobrada pelo grupo.

Conforme o delegado Rodrigo Azem, titular da Draco, as extorsões em Várzea Grande começaram em novembro do ano passado e foram a “gota d’água”. “Aqui na GCCO temos várias prioridades, e essa vai ser uma das principais prioridades”, destaca.

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Link da Matéria – via RD News

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