
Um marco no calendário litúrgico da Igreja Católica, a celebração da Quaresma é marcada pela penitência e oração, mas também por atos como o jejum, a abstinência de carne, mas também outros tipos de alimentos os quais o fiel se dispõe a evitar durante os 40 dias que simbolizam o período que Cristo passou no deserto e antecedem a Páscoa.
Levantamento feito pelo aponta que 51% dos leitores não seguem a regra católica, enquanto que outros 31% assinalaram que não praticam o jejum, mas ficam sem consumir algum item da rotina. Os 18% restantes afirmaram que de fato fazem tanto o jejum quanto a abstinência de carne.
Recentemente, discurso do Papa Leão XIV, em sua tradicional mensagem para a Quaresma, viralizou nas redes sociais ao pedir que o “jejum também passe pela língua, para que diminuam as palavras ofensivas”. “Esforcemo-nos por aprender a medir as palavras e a cultivar a gentileza: na família, entre amigos, nos locais de trabalho, nas redes sociais, nos debates políticos, nos meios de comunicação social, nas comunidades cristãs”, escreveu o pontífice.
De acordo com a Arquidiocese de Cuiabá, esta prática não se restringe somente à comida, mas se trata de um exercício espiritual que visa aproximar a fidelidade de Deus, fortalecendo as práticas da oração e a caridade. Durante o período, é recomendado comprar o que se propôs a não consumir, mas em vez disso, doar para as famílias que não têm condições de adquirir o alimento ou produto, ou até mesmo doar para instituições.
Conforme o Código de Direito Canônico (cân. 1251-1252), a obrigatoriedade do jejum aplica-se aos católicos de 18 a 59 anos, enquanto a abstinência de carne deve ser observada a partir dos 14 anos. As abordagens não incluem pessoas doentes, grávidas ou com condições especiais de saúde, elas podem e devem adaptar a prática conforme suas possibilidades.
O jejum é especialmente recomendado na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa, além das sextas-feiras da Quaresma, quando se pratica a abstinência de carne. O jejum consiste em fazer apenas uma refeição completa no dia, podendo consumir algo leve nas outras duas, conforme a tradição da Igreja. É importante que essa prática seja acompanhada de oração e gestos de caridade, evitando que se transforme em mero formalismo ou dieta.
Sugestões práticas para jejuar
Alimente-se de forma simples: evite pratos elaborados, doces ou bebidas alcoólicas.
Dedique mais tempo à oração: o tempo economizado com refeições pode ser usado para meditar, ler a Bíblia ou rezar o terço.
Pratique a caridade: faça alimentos, dinheiro ou seu tempo para os necessitados.
Evite distrações: reduza o uso de redes sociais, televisão e outras formas de entretenimento.
A Igreja também incentiva formas de jejum que vão além da alimentação, como abster-se de redes sociais, música ou outras práticas que ocupam muito tempo e distraem a vida espiritual. Gazeta Digital

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