
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) determinou, nesta sexta-feira (27), a suspensão imediata de descontos de empréstimos consignados sobre o Benefício de Prestação Continuada (BPC) de um menor com deficiência, diante de indícios de irregularidades na contratação.
Leia também – Homem é assassinado a tiros dentro de bar em Dom Aquino
A responsável pelo menor informou que foi abordada via WhatsApp por uma pessoa que se apresentou como representante bancário. A proposta previa redução da taxa de juros, quitação do contrato anterior e liberação de valor adicional.
De acordo com o processo, o contrato anterior não foi encerrado, o novo empréstimo fio firmado com número maior de parcelas do que o informado e os descontos passaram a ocorrer simultaneamente em dois contratos. O benefício assistencial era a única fonte de renda da família.
O Tribunal identificou indícios de fraude em operação de portabilidade de crédito realizada após contato por aplicativo de mensagens.
Ao analisar o recurso, o TJMT reformou decisão anterior e determinou:
• Suspensão imediata dos descontos no benefício referentes ao contrato questionado;
• Proibição de inscrição do nome do beneficiário em cadastros de inadimplentes;
• Multa diária de R$ 500, limitada a R$ 30 mil, em caso de descumprimento.
O colegiado considerou que o caso envolve consumidor em situação de hipervulnerabilidade, diante da condição de menor com deficiência e do impacto financeiro que o benefício tinha na família.

Faça um comentário