Justiça solta todos os alvos presos por suposto elo com rombo na Unimed

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Annie Souza/Arte

O juiz Jeferson Schneider, da 5ª Vara Federal de Cuiabá mandou soltar todos as seis pessoas que supostamente estariam envolvidas em um esquema que deixou rombo de R$ 400 milhões na Unimed Cuiabá. Eles tinham tido presos temporariamente nessa quarta-feira (30), durante a Operação Bilanz , da Polícia Federal.

Foram soltos: Rubens Carlos de Oliveira Júnior, ex-presidente da Unimed Cuiabá; Eroaldo de Oliveira, ex-CEO; Suzana Aparecida Rodrigues dos Santos Palma, ex-diretora administrativa financeira; Ana Paula Parizzotto, ex-superintendente administrativa financeira; Tatiana Bassan, contadora e Jaqueline Larréa , advogada (assessora jurídica).

Ao , o advogado Marlon Latorraca, que faz a defesa de Rubens e de Suzana, afirmou que o juízo entendeu que a soltura dos investigados não oferece perigo à sociedade e nem às investigações. Eles foram soltos sem ser imposta nenhuma medida cautelar.

Ontem, o advogado Pedro Paulo Guerra de Medeiros, que faz a defesa de Jaqueline Larréa, já havia dito à reportagem que não havia necessidade da prisão de sua cliente e que, ao conceder o habeas corpus, a magistrada entendeu que a detenção da jurista foi desnecessária, visto que, em liberdade, ela atuava, exclusivamente, na condição de advogada e não faz mais parte do quadro de funcionários da Unimed.

“Tenho certeza que ela é inocente. É uma briga política entre duas gestões da Unimed e ela [Jaqueline], infelizmente, está no meio dessa grande briga, da qual ela não faz parte. Ela foi advogada da Unimed, nada mais que isso”, disse Medeiros. Rodinei Crescêncio/Rdnews

Advogado Marlon Latorraca defende Rubens de Oliveira e Suzana Aparecida Rodrigues de Palma

Conduzida pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal em Mato Grosso (MPF-MT), a operação cumpriu o mandado de prisão temporária contra o grupo. Além disso, cumpriram ordens de busca e apreensão. 

Apesar da soltura, todos os alvos se tornaram réus  no processo, após o acolhimento da denúncia do MPF feita ao juiz federal Jefferson Schneider, da 5ª Vara Federal. 

Os seis são investigados pelos crimes de lavagem de dinheiro, estelionato, falsidade ideológica, uso de documento falso e organização criminosa.

Operação Bilanz

Na manhã desta quarta-feira (30), a Polícia Federal e o MPF-MT deflagraram a Operação Bilianz, tendo cumprido seis mandados de prisão temporária e também ordens de busca e apreensão, afastamento de sigilos telemático, financeiro e fiscal, além do sequestro de bens dos investigados, suspeitos de envolvimento na fraude de R$ 400 milhões da Unimed Cuiabá.

A operação foi executada em Mato Grosso e Minas Gerais. De acordo com MPF, a Bilanz continua em andamento e outras investigações seguem em curso, podendo resultar em novas denúncias.

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