
Presa durante a Operação Cleópatra acusada de golpes de falsos investimentos, Taiza Tosatt Eleoterio Ratola teve a prisão revogada na quinta-feira (14). A decisão é da juíza Débora Roberta Pain Caldas, da Segunda Vara Criminal de Sinop (500 km ao Norte) e impôs algumas medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica. As determinações também se aplicam ao companheiro de Taiza, Wander Aguilera Almeida.
Além do monitoramento, a magistrada determinou que a investigada compareça ao fórum para comprovar atividades mensalmente, não deixe a comarca por mais de 10 dias sem autorização e proibição de contato com qualquer fornecedor de medicação irregular.
“Nessa linha, não obstante a reprovabilidade das supostas condutas criminosas praticadas pelos indiciados, a serem apuradas em eventual ação penal e, se comprovadas, com a imposição das penas cabíveis, quanto à possibilidade de aguardar em liberdade o trâmite processual, faz-se viável, desde que cumpridas as cautelares impostas”, diz trecho da decisão.
Ao revogar a prisão, a juíza também considerou que não há outros processos contra o casal que comprove reincidência criminal.
“Posto isso, acolho o pedido da defesa, em consonância com o parecer do Ministério Público, para revogar a prisão preventiva de Taiza Tosatt Eleoterio Ratola e Wander Aguilera Almeida, condicionando suas liberdades ao cumprimento das medidas cautelares abaixo delineadas, comprometendo-se no ato da soltura, a fielmente cumpri-las, sob pena de decretação de suas custódias preventivas”, decidiu.
Operação Cleópatra
A Operação Cleópatra foi deflagrada pela Delegacia do Consumidor no último dia 31. Além de Taíza, também foram alvos da polícia o ex-policial federal Ricardo Mancinelli Souto Ratola e o cirurgião-geral Diego Rodrigues Flores.
Com argumentos envolventes e promessas de lucros de 2% a 6% por dia, dependendo do valor investido, a empresária convencia as vítimas a fazerem investimentos de altos valores, superiores a R$ 100 mil iniciais, em ações, entrando em um verdadeiro esquema de pirâmide financeira.
A investigada foi presa com seu companheiro Wander Aguilera Almeida ao desembarcar no aeroporto de Sinop. Eles foram acusados de contrabando, porte ou posse ilegal de arma de fogo, e comercializar ou estocar produtos falsificados.

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