
Reprodução
O vereador por Várzea Grande, Pablo Pereira (União Brasil) e o vereador de Cuiabá Paulo Henrique (MDB) tiveram suas prisões preventivas mantidas após passarem por audiências de custódia, na tarde desta sexta-feira (20). Os parlamentares foram presos em operações diferentes, sendo Pablo alvo da Operação Gota D’Água e Paulo Herique alvo da Operação Pubblicare.
A informação sobre o vereador de Várzea Grande foi confirmada ao pelo advogado Rodrigo Geraldo Ribeiro de Araújo. “Fizemos alguns pedidos de revogação da prisão preventiva, considerando algumas teses. Só que, infelizmente, como eram teses complexas, o magistrado não tinha o tempo razoável para fazer a análise. Então ele pediu que a defesa apresentasse um pedido, de forma escrita, que ele iria fazer a análise no tempo adequado”, disse o advogado.
Pablo foi um dos principais alvos da Operação Gota D’Água. O parlamentar é suspeito de liderar o esquema de cobrança em prestações de serviço e diminuição indevida de valores de faturas, na Diretoria Comercial do Departamento de Água e Esgoto do município de Várzea Grande (DAE-VG), tudo mediante recebimento de propinas por servidores.
Ainda sobre a Operação Gota D’Água a assessoria da Corregedoria-Geral da Justiça informou que o caso segue em segredo de justiça, porém apontou que foram “oito alvos recolhidos no sistema prisional e uma mulher em prisão domiciliar”.
Já do vereador de Cuiabá foi confirmado pelo advogador Ricardo Spinelli. Segundo o jurista, o parlamentar será encaminhado ao Complexo Penitenciário Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande. Paulo é investigado por atuar em prol do Comando Vermelho, realizando lavagem de dinheiro por meio de casas noturnas na capital, flexibilizando a concessão de licenças e alvarás para a realização dos eventos.
A Operação Pubblicare é desmembramento da Operação Ragnatela, deflagrada em junho deste ano, quando a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) desarticulou um grupo criminoso que teria adquirido uma casa noturna em Cuiabá pelo valor de R$ 800 mil, pagos em espécie, com o lucro auferido por meio de atividades ilícitas. A partir de então, o grupo passou a realizar shows de MCs nacionalmente conhecidos, custeados pela facção criminosa em conjunto com um grupo de promoters.
Durante as investigações também foi identificado que os criminosos contavam com o apoio de agentes públicos responsáveis pela fiscalização e concessão de licenças para a realização dos shows, sem a documentação necessária. Foi identificado que um parlamentar atuava em benefício do grupo na interlocução com os agentes públicos e recebendo, em contrapartida, benefícios financeiros.
Os investigados respondem pelos crimes de corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com os membros da facção indiciados durante a Operação Ragnatela.
Entre na comunidade de WhatsApp do Rdnews e receba notícias em tempo real . (CLIQUE AQUI)

Faça um comentário