
A juíza Fernanda Mayumi Kobayashi, do Núcleo de Justiça 4.0 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), mandou soltar Larissa Karolina Silva Moreira , nome social de Júnior Silva Moreira, de 28 anos, suspeita de adotar e matar animais domésticos em Cuiabá. A decisão é de sexta-feira (25).
PJC
Larissa foi presa em flagrante no dia 13 de junho, em sua casa, no bairro do Porto, em Cuiabá, por suspeita de maus tratos. A defesa entrou com pedido de habeas corpus, que foi concedido pela Justiça.
Apesar de solta, ela terá que cumprir medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, além do recolhimento em casa no período noturno, finais de semana e dias de folga. Em caso de descumprimento, a medida poderá ser revogada e a prisão novamente decretada.
Conforme já publicado pelo , as investigações tiveram início no dia 11 de junho, após a presidente de uma Ong de proteção a animais de Cuiabá procurar a Dema para denunciar um casal que, supostamente, estava descumprindo um ato de formalidade de adoção.
A denunciante contou que o casal havia adotado um gato com a entidade e, de forma verbal, firmado um termo de responsabilidade em que, após a adoção, informariam o estado do animal. No entanto, não vinham dando notícias.
Outros protetores, conforme a presidente da Ong, informaram que o mesmo casal estaria adotando gatos e depois tendo as mesmas ações, de não dar satisfação sobre o estado dos animais que adotam.
Diante disso, a presidente da Ong realizou a denúncia pedindo que fosse investigado o paradeiro dos animais que foram entregues ao casal, visto que não estava mais conseguindo localizá-los, nem mesmo pelas redes sociais ou telefone, e já havia sido ameaçada verbalmente pela suspeita do sexo feminino.
No dia 13, os policiais foram na casa da suspeita, por volta das 10h. Dentro da casa, foi encontrado um filhote de cachorro, que foi resgatado e entregue à presidente da Ong que havia realizado a denúncia. Também foram encontradas várias rações para gato, mas nenhum felino foi localizado. Um lençol com sangue também foi encontrado.
Em um terreno baldio próximo do imóvel, foi encontrado o corpo de um gato morto, que teria sido adotado pela suspeita.
O caso segue sendo investigado pela Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema) de Cuiabá.
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