
PJC/MT
Igor Phelipe Gardes Ferraz, preso na Operação Contraprova, é um dos sócios da Bioseg
A juíza Edna Ederli Coutinho, do Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo), mandou soltar o biomédico Igor Phelipe Gardes Ferraz , que havia sido preso preventivamente durante a Operação Contraprova , deflagrada pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) de Cuiabá, em agosto desse ano. Ele é um dos sócios da rede de laboratórios Bioseg, que foi fechada durante a operação, por suspeita de fraudes e falsificações de exames laboratoriais em três unidades do estado: em Cuiabá, Sinop e Sorriso.
A decisão da juíza é dessa quarta-feira (04) e seguiu entendimento do Ministério Público, que havia pedido a revogação da prisão preventiva. O órgão alegou que ainda são necessárias diligências complementares na investigação, o que deve ultrapassar o prazo para apresentação da denúncia, e que a liberdade do investigado não prejudicaria o andamento do caso.
Apesar de solto, Igor deverá cumprir medidas cautelares, como: uso de tornozeleira eletrônica; comparecimento mensal em juízo para informar suas atividades; proibição de deixar a comarca sem autorização; entrega do passaporte em até 24 horas; proibição de acessar laboratórios investigados; proibição de contato com outros investigados, testemunhas e ex-funcionários.
Investigação
As investigações começaram em abril deste ano, após denúncia recebida pela Vigilância Sanitária Municipal de Cuiabá de que um dos sócios e responsável técnico pelo laboratório estaria falsificando os resultados de exames. Na ocasião, a unidade foi interditada, e o investigado chegou a ser preso em flagrante delito.
O laboratório recebia e coletava amostras de material biológico, incluindo secreção de pacientes de home care, realizando ainda exames de covid-19, toxicológico e de doenças como sífilis, HIV e hepatites. Os laboratórios possuíam unidades nos municípios de Cuiabá, Sinop e Sorriso.
Porém, no decorrer das investigações, foi apontado que o laboratório não realizava os exames internamente nem enviava os materiais biológicos para outros laboratórios, como afirmavam os sócios. As amostras coletadas dos pacientes eram descartadas sem qualquer análise e os resultados dos laudos eram falsificados pelo sócio responsável técnico, que também é biomédico.
Entre na comunidade de WhatsApp do Rdnews e receba notícias em tempo real . (CLIQUE AQUI)

Faça um comentário