
Sandro de Santana Alves, conhecido por “Preguiça”, foi condenado pelo Tribunal do Júri de Pontes e Lacerda (a 448km de Cuiabá) a 29 anos e 3 meses de prisão pelos crimes de homicídio tentado contra uma vítima, homicídio consumado contra outra pessoa e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. O crime ocorreu após o suspeito chegar na casa onde estava sendo feito um churrasco com amigos, na véspera de Natal, no ano de 2022.
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No julgamento, que durou cerca de 12 horas, o Conselho de Sentença acolheu a tese do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), reconhecendo a prática dos crimes. Atuaram em plenário a promotora de Justiça substituta Clarisse Moraes de Avila e a promotora de Justiça Alice Cristina de Arruda e Silva Alves.
Sandro Alves iniciará o cumprimento da pena em regime fechado e não poderá recorrer da sentença em liberdade. Conforme a denúncia, os crimes foram cometidos na véspera de Natal, em 2022, em residências particulares localizadas na BR 174-B e no bairro Vila Guaporé.
Por volta das 19h, o condenado, “com consciência e vontade, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e com o uso de arma de fogo de uso restrito, tentou matar a vítima Nelito Jovani Júnior, não consumando seu intento por circunstâncias alheias à sua vontade”.
Posteriormente, Sandro Alves matou a vítima Fábio Murtinho de Oliveira, conhecido como “Galo Cego”, também com consciência e vontade, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e com o uso de arma de fogo de uso restrito.
De acordo com o MP, Nelito estava na casa de um amigo na BR 174-B quando Sandro e Fábio chegaram. Todos estavam assando carne e ingerindo bebida alcoólica quando, de repente, Sandro sacou a arma de fogo e efetuou diversos disparos.
Após atirar, o condenado saiu do local na companhia da outra vítima e se dirigiu a outra residência na Vila Guaporé. Em dado momento, também de maneira repentina, Sandro mais uma vez sacou a arma que trazia consigo e efetuou diversos disparos contra Fábio, causando-lhe a morte.
Sandro chegou a fugir, porém, foi preso por policiais militares portando um revólver calibre 38 com numeração suprimida e sem autorização.

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