Júlio se explica após “exposed” de Abilio: Sou bolsonarista; votei e fiz pix

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O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) tratou de se explicar após o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), resgatar um vídeo das eleições de 2024, onde ele aparece ao lado dos apoiadores do presidente Lula (PT) em um restaurante ao final da apuração que consumou a derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a vitória do petista. A confusão começou após Júlio se colocar como um verdadeiro parlamentar de direita, citando seu histórico no PDS, PFL, DEM e UB. Em resposta, Abilio colocou em xeque tal “fidelidade” à direita .

Rodinei Crescêncio/Rdnews

O parlamentar reforçou que a situação foi apenas um coincidência, pois havia ido ao local para comemorar o aniversário do ex-deputado estadual Gilmar Fabris (PSD), e que no mesmo local estava sendo comemorada a vitória de Lula: “Essa coisa de Abilio e esses radicais extremistas de direita, que não terão mais vez na política brasileira. Aquele fato realmente ocorreu, mas coincidentemente no mesmo restaurante”.

“O restaurante é público. Estava um grupo com o Fávaro e outros uniformizados lá, comemorando, jantando, comemorando. E nós, que fomos para o aniversário lá, nos encontramos e democraticamente conversamos. O que precisa acabar nesse estado é essa frescura, essa boçalidade desses radicais que acham que nós não podemos conversar com o adversário político. Ninguém é mais de direita do que eu”, disparou.

“ O que precisa acabar nesse estado é essa frescura, essa boçalidade desses radicais que acham que nós não podemos conversar com o adversário político. Ninguém é mais de direita do que eu”

Na concepção de Júlio, dentro da democracia e da política, estar em partidos opostos não significa viver em pé de guerra. Ele relembrou que segue apoiando Bolsonaro – tendo votado nele em 2018 e 2022 e  financiado campanhas eleitorais e doações para que o ex-presidente pudesse arcar com o pagamento de multas eleitorais e eventuais novas punições. Relatório do  Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou que Bolsonaro recebeu mais de R$ 17 milhões via Pix  em 2023.

“Votei em Bolsonaro duas vezes, doei dinheiro para a campanha, doei dinheiro para a eleição aqui, com combustível e outras coisas. Não nego e não arrependo de ter feito isso. A última vez que ele pediu pix, eu fui o primeiro a mandar para ele. Desse dinheiro que está sustentando o Eduardo Bolsonaro lá nos Estados Unidos, uma parte eu dei. Agora vem esses frescos, boçais e querem achar que eles são donos da direita?”, disparou.

Eduardo nos Estados Unidos

Ao comentar sobre a contribuição que tem ajudado a Eduardo Bolsonaro (PL) a se sustentar nos Estados Unidos, Júlio faz referência à decisão do ex-presidente de mandar R$ 2 milhões para o filho, que se diz “exilado” em solo americano frente à “perseguição política” que vem enfrentando. Júlio não quis fazer críticas tão duras a Eduardo, apontado como o responsável por influenciar na imposição de sanção de 50% sobre a produção brasileira. Ele pontuou apenas que a economia do Brasil não pode ser punida apenas para pressionar por uma solução na esfera política: concessão de anistia no caso que apura suposta trama golpista. 

“Eu acho que a senadora Margareth Buzetti exagerou nas palavras [chamar Eduardo de moleque]. Ele está sendo, até certo ponto, exagerado em exigir certas punições para o Brasil. A economia brasileira não pode ser punida por problemas políticos partidários. Eu acredito que a senadora exagerou e o deputado Cattani também exagerou. Ele é tão radical que não precisava entrar [nessa]”, concluiu.

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Link da Matéria – via RD News

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