
O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) cobrou a realização de reunião com Executiva Nacional da Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, para dialogar sobre as eleições de 2026, sem que ocorra uma imposição de projetos “goela abaixo”. O recado foi endereçado ao presidente do União Brasil, Antônio Rueda e do PP, Ciro Nogueira, partidos que recentemente se desprenderam do Governo Federal.
Neste sentido, Júlio Campos alegou que desde a oficialização da federação em 19 de agosto deste ano, não houve qualquer sinalização de convite para apresentar os rumos da aliança. “Nunca se reuniu, já estamos praticamente unidos há mais de um mês e a direção nacional não chamou a gente para conversar. Não se pode decidir de cima para baixo lá em Brasília”, disse.
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“Está na hora do Rueda e Ciro virem a Cuiabá ou nós irmos até Brasília conversar como vai se comportar a federação aqui em Mato Grosso. Até agora não tem nada decidido. Até porque nossos adversários estão se mobilizando e preparando chapa forte e a gente parado”, disparou o político mato-grossense.
A preocupação de Júlio Campos é que a federação no âmbito nacional defina as alianças e projetos sem ouvir as bases, que possuem suas próprias correntes e divergências. Assim, se houver imposição, pode ocorrer atropelo de projetos e perda de aliados.
“Todo partido tem as suas várias correntes partidárias e o União Brasil tem muita mais agora com PP. Dentro do União Brasil já viamos alguns conflitos internos que precisam ser resolvidos numa boa forma, ainda mais agora com o PP”, emendou.
Em Mato Grosso, União Brasil e PP articulam chapas para estadual e federal e costuram projeto ao Governo do Estado, podendo encabeçar um chapa ou compor como vice. Além disso, trabalham com possível chapa pura ao Senado, com o governador Mauro Mendes e o senador Jayme Campos, contudo, existe impasse sobre as alianças que poderão ser firmadas com PL, Republicanos e outros.

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