
O juiz plantonista Moacir Rogério Tortato, do Núcleo de Audiências de Custódia de Cuiabá, converteu para preventiva as prisões em flagrante dos vigilantes Alvacir Marques de Souza, Jonas Carvalho de Oliveira, Dhiego Erik da Silva Ferreira e Luciano Sebastião da Costa, na tarde desta quarta-feira (05). O grupo é suspeito do espancamento seguido de morte do venezuelano Hidemaro Ivan José Sanches Camacho, na Rodoviária da Capital, na madrugada desta terça-feira (04). As informações foram confirmadas ao pela Corregedoria-Geral de Justiça.
Às 15h desta quarta-feira, o juiz havia analisado o auto de prisão em flagrante dos vigilantes, tendo apontado o histórico criminal deles, destacando que Dhiego já estaria cumprindo uma sentença de três anos, em regime aberto, por roubo e venda de drogas. Já Alvacir possui histórico por ameaça no âmbito doméstico, além de medida protetiva em seu desfavor, porém, os processos foram arquivados. O mesmo se dá para Luciano, que possui registro pelo crime de ameaça, com baixa no ano de 2020.
Reprodução
Sobre Jonas, foi identificado que o mesmo estava utilizando documentação falsa, algo que foi constado após confronto com as digitais no prontuário civil, sendo possível identificar o verdadeiro número de identificação, constando que o vigilante possui um mandado de prisão em aberto expedido pela 2ª Vara Cível da Comarca de Patrocínio (MG).
Câmeras flagraram autores
Conforme publicado pelo , a Polícia Civil teve acesso as imagens de uma câmera de segurança onde é possível identificar a ação dos quatro vigilantes. Em um determinado momento, após quatro minutos de agressões, a vítima começa a correr em direção à plataforma, tropeça em um degrau, cai e um dos vigilantes a segura em um “mata-leão” por aproximadamente um minuto e doze segundos enquanto outro vigia chuta o homem fortemente.
Em seguida, nota-se que a vítima e os agressores entram em uma discussão. A vítima tenta se levantar, mas um dos vigias o força a continuar deitado. A vítima Hidemaro estava ensanguentado e mesmo diante de toda a situação, passageiros, motoristas e funcionários da rodoviária seguiam sua rotina como se nada estivesse acontecendo.
Motivação
Segundo o delegado de Polícia Civil, Nilson Farias, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), os vigilantes teriam agido no intuito de “defender o patrimônio” , visto que a vítima teria chegado alterada na rodoviária, quebrando diversas coisas, inclusive batendo a cabeça contra um vidro e quebrando-o.
“Esse foi o motivo. No caso, eles estavam defendendo o patrimônio da rodoviária. No entanto, não justifica o excesso que foi praticado”, destacou Nilson.
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