Juiz aceita denúncia e torna réu casal apontado como mentor intelectual de homicídio de advogado em Cuiabá

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O juiz Francisco Ney Gaíva, da 14ª Vara Criminal de Cuiabá, aceitou a denúncia contra o casal Julinere Goulart Bentos e Cesar Jorge Sechi , apontado como mandante da execução do advogado Renato Gomes Nery , de 72 anos, ocorrido em 5 de julho de 2024, em Cuiabá. Eles estão presos desde o dia 9 de maio  e foram denunciados pelo Ministério Público de Mato Grosso na última sexta-feira (18).

Montagem/Reprodução

Conforme a denúncia, à qual o  teve acesso, os empresários seriam os mandantes do crime. “Impelidos por profundo ressentimento decorrente do insucesso judicial na contenda envolvendo considerável extensão territorial no Município de Novo São Joaquim. Após décadas de litígio, a vítima Renato Gomes Nery obteve êxito na ação judicial relacionada à área em litígio com os denunciados, circunstância que gerou manifesto inconformismo por parte de Julinere Goulart Bentos e Cesar Jorge Sechi”, diz trecho.

Ainda segundo o MP, Julinere, tomada por inconformismo diante de decisão judicial que beneficiou Renato Nery, teria articulado os contatos necessários para viabilizar sua execução. Já Cesar teria exercido papel fundamental na viabilização financeira do crime.

A denúncia do casal na Justiça foi feita por meio de aditamento à ação oferecida pelo MP contra os policiais militares Jackson Pereira Barbosa e Ícaro Nathan Santos Ferreira, ambos da Rotam, apontados como intermediadores do assassinato.

“O aditamento tem por base novos elementos probatórios colhidos durante diligências complementares, que indicam o envolvimento dos ora denunciados na prática do homicídio qualificado que vitimou Renato Gomes Nery, crime que constitui o objeto central da presente ação penal. Diante disso, recebo o aditamento à denúncia, com fundamento nos artigos 384 e 569 do Código de Processo Penal. Determino a citação pessoal de Julinere Goulart Bentos e Cesar Jorge Sechi”, diz a decisão do magistrado.

Pagamento de R$ 200 mil 

A denúncia aponta que o casal teria contratado o policial militar Jackson Pereira Barbosa, com a promessa de pagamento de R$ 200 mil pela execução. “Por intermédio de Jackson, que mantém amizade com outros policiais militares, procedeu-se à contratação do intermediário e réu Heron Teixeira Pena Vieira, bem como do executor material do delito, o réu Alex Roberto De Queiroz Silva”, acrescenta a denúncia.

Até o momento, seis pessoas seguem presas e aguardam julgamento pelo homicídio. Além do casal e de Jacson, também constam na trama o caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva, apontado como executor, e o policial Heron Teixeira Pena Vieira, que também teria agido como intermediário.

Ainda não há data marcada para o julgamento.

Homicídio

Renato Nery foi assassinado a tiros em frente ao seu escritório, na capital. A vítima foi socorrida e submetida a uma cirurgia em um hospital privado de Cuiabá, mas morreu horas depois do procedimento médico.

Desde a ocorrência, a DHPP realizou inúmeras diligências investigativas, com levantamentos técnicos e periciais, a fim de esclarecer a execução do advogado.

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Link da Matéria – via RD News

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