
A jovem condenada por matar a adolescente Isabele Guimarães Ramos , de 14 anos, com um tiro no rosto, em junho de 2020, em um condomínio de luxo em Cuiabá, retornou às mídias sociais após participar de uma trend, no último final de semana, em que dava uma nota para a roupa que utilizava, em um camarote patrocinado por uma marca de cerveja, na Festa do Peão de Barretos, em São Paulo.
No vídeo, a jovem aparece usando um look todo preto, composto por saia curta, cinto com fivela, tomara que caia, chapéu e botas de cano alto. A pessoa que realiza a filmagem se aproxima, a comprimenta e elogia a roupa dela. Em seguida pede que ela fale um pouco sobre a combinação e questiona que nota ela daria para o próprio look e qual nota achava que receberia de outras pessoas, pelo que estava usando, ao que a mulher respondeu: “Então, eu vim no preto, no ‘All Black’, eu gosto de um pouquinho de brilhinho e eu acho que um 9 ou 10 [nota]”, disse a jovem.
Nos comentários da publicação do camarote da cerveja, diversos internautas ficaram revoltados com a aparição da jovem, relembraram a morte de Isabele e destacaram que a adolescente morreu, mas que a pessoa que tirou sua vida “vive normalmente”.
“Quem perde é quem morre mesmo, matou a melhor amiga e vive normalmente”, escreveu um internauta. “Já se passaram cinco anos desde aquele dia, e ela segue levando sua vida como se nada tivesse acontecido”, comentou outro.
Após a repercussão negativa, a página do camarote removeu a publicação das redes sociais.
Relembre o crime
Conforme publicado pelo , Isabele foi morta no dia 12 de julho de 2020. A menor foi baleada com um tiro no rosto pela “amiga”, que à época praticava tiro esportivo.
A menor infratora foi condenada, pela 2ª Vara Especializada da Infância e Juventude de Cuiabá, a ficar reclusa por 3 anos no sistema socioeducativo no Lar Menina Moça, do Complexo Pomeri, em Cuiabá, por ato infracional análogo a homicídio doloso e qualificado, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Entretanto, no dia 8 de junho de 2022 a Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) mudou o entendimento sobre o caso e “desclassificou” o crime de doloso para culposo, sem intenção de matar, concedendo liberdade a jovem.
A defesa da família de Isabele recorreu da decisão, porém a Terceira Câmara Criminal manteve a então menor, em liberdade.
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