
O vereador Jeferson Siqueira (PSD) abriu diálogo com pelo menos três vereadores do grupo de Paula Calil (PL) e tenta desmobilizar a ala adversária para vencer a eleição da Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá. Embora avalie que seu nome está consolidado na disputa, não rechaça totalmente a possibilidade de recuar para apoiar a eventual reeleição do presidente Chico 2000 (PL).
“Eu sou candidato à presidência da Casa, a gente está defendendo aqui uma bandeira e uma ideologia de grupo. Claro que nós temos consciência que nós não queremos é perder a Mesa. Isso é o principal, o nosso grupo não tem vaidade em relação a isso [candidatura]”, disse Jeferson à imprensa nesta quinta (5).
O parlamentar comparou a disputa interna a um jogo de xadrez e acredita que o grupo com melhor estratégia sairá vitorioso. “Tem que ter muita tranquilidade para poder dar um outro passo. A movimentação existe. É claro que, ao construir uma chapa, ela não depende apenas daquilo que nós entendemos que seja o ideal, temos que conversar com os colegas”, pondera, mencionando conversas com o chamado G7 e também com a ala capitaneada por Paula Calil, nome defendido pelo prefeito eleito Abilio Brunini (PL).
Donatto Aquino
Sobre o cenário, Jeferson acredita que ficará mais claro nos próximos dias a depender de como o grupo de Paula Calil irá se comportar. Neste sentido, diz que colegas ouvem coisas nos corredores e falam sobre outros parlamentares sem, muitas vezes, saber a realidade. “Às vezes parecem saber mais até do que a própria esposa”, ironiza e, depois, completa: “acho que isso é uma coisa antiética, é chato. Prefiro falar daquilo que está no nosso alcance, diante de nós”.
Consolidação de projeto
Embora fale que lidera um grupo e que o coletivo é o mais importante, Jeferson entende que, neste momento, a palavra-chave não é recuo de sua candidatura, mas sim permanecer. Ele reflete que já enfrentou muitos embates, interferências e tentativas de desqualificar a sua candidatura à presidência. “Graças a Deus, com o tempo, nós estamos mais consolidados. Ninguém mudou de opinião, pelo contrário, nós nos fortalecemos e crescemos. Então, essa possibilidade (de recuo de candidatura), ela vai existir pra todos os lados, claro que pensando em ganhar mesmo, mas hoje estamos firmes e somos fortes”, frisa.
Sobre o distanciamento do vereador Marcrean Santos (MDB), que migrou pro grupo da Paula Calil, Jeferson acredita no seu retorno. Para ele, o colega precisa de um tempo para refletir e tem maior afinidade com o seu grupo. “É um jogo como eu disse para vocês, a gente é atacado precisa atacar também. Conseguimos falar com três vereadores do grupo da Paula agora esperamos aí nos próximos dias a gente consolidar esse espaço aí”, diz sem citar nomes.
Elogios a Chico
Jeferson rasgou elogios à gestão Chico 2000 e afirma que, se eleito pelos colegas, pretende dar sequência ao trabalho realizado pelo liberal. Ele cita que a administração do colega valorizou os servidores, modernizou a sede do Parlamento, além de melhorar a comunicação. “Melhor do que investir em paredes é investir em pessoas”.
Disputa acirrada
A disputa pela presidência da Mesa Diretora , que acontece em 1º de janeiro, está cada vez mais acirrada. Hoje, o grupo liderado pela vereadora eleita Paula Calil conta com 11 integrantes enquanto Jeferson tem apoio de nove colegas. Já o chamado G5 se transformou em G7 e continua sendo o “fiel da balança” para definir o comando do Legislativo cuiabano – entenda aqui
Diante do cenário indefinido e flutuante, a tendência é que os dois candidatos mergulhem cada vez mais nas negociações. Além disso, nos bastidores, é cada vez mais forte a possibilidade de que uma nova candidatura surja com o intuito de “unificar” o Legislativo. O nome cogitado seria de Chico 2000, que está prestes a encerrar seu primeiro mandato à frente do Legislativo e que contaria com a simpatia de integrantes das duas alas.
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