Jayme crê que exista prova contra general: Não prenderam um João Banana qualquer

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Senador por Mato Grosso, Jayme Campos, comenta prisão do general Braga Netto por suposta participação em plano golpista

O senador por Mato Grosso Jayme Campos (União Brasil) acredita que exista “algum fato concreto” que respalde a prisão do general Braga Netto, ex-vice de Jair Bolsonaro (PL) na chapa de 2022. Ele é suspeito de ligação com o suposto plano de golpe ao Estado Democrático e estaria obstruindo às investigações de iqnuérito que apura o caso.

“Não estamos prendendo um ‘João Banana’ qualquer, estamos prendendo um general do Exército, com certeza com a trajetória como ministro do Estado, que foi do mandato de Jair Bolsonaro”, disse Jayme em entrevista à imprensa, ao comentar a prisão de Braga Netto, que é um general quatro estrelas –  o mais alto nível na hierarquia do Exército.

Apesar disso, o senador ressalta que não conhece a fundo às investigações e defende que o general tenha amplo espaço de defesa. Conforme decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes, Braga Netto supostamente teria levado, inclusive, dinheiro escondido em sacola de vinho para outros golpistas, com o objetivo de financiar operações. Ele foi detido em casa, no bairro de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro.

“Se ele participou ou não participou, eu também não sei. Agora, eu imagino que, certamente, ele vai ter o direito da defesa e o contraditório para provar se ele está envolvido ou se não está envolvido”.

O senador comentou ainda o fato de parte do Congresso estar amenizando a situação, sob argumento de que o golpe não ocorreu. Jayme refuta essa tese e ressalta que ninguém está sendo poupado. Apesar disso, eles alerta para a necessidade de que os preceitos constitucionais sejam respeitados. Neste sentido, ressalta o fato da Procuradoria-Geral da República ter emitido parecer favorável à prisão do general.

Suposta participação do agro

Jayme evitou polemizar a suposta participação de integrantes do agro no plano de golpe que teria cogitado até mesmo a morte do presidente Lula (PT) e de seu vice Geraldo Alckmin (PSB). “No agro tem 10 milhões de brasileiros que trabalham nessa atividade no campo aí, que é do agro. Agora, se é do agro ou não é do agro, eu imagino que quem pode dar essa informação mais precisa é o próprio general Braga Netto que se, de fato, teve dinheiro do agronegócio para que pudesse financiar algum atentado contra o presidente da República, contra o ministro Alexandre de Moraes, falam contra Alckmin. Vamos aguardar”, finaliza.

Inquérito

Em 21 de novembro, a Polícia Federal indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e os ex-ministros Braga Netto e Augusto Heleno no inquérito que investiga a tentativa de golpe em 2022. São, ao todo, 37 pessoas indiciadas pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, também consta da lista. Todos eles negam participação.

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Link da Matéria – via RD News

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