
Soldados israelenses invadiram um prédio do governo municipal em uma vila fronteiriça no sul do Líbano na manhã de quinta-feira, 30, e mataram um funcionário, informou a mídia estatal libanesa.
O incidente na cidade de Blida gerou condenação por parte das autoridades libanesas e um protesto dos moradores.
O exército israelense disse, em comunicado, que os soldados entraram para ‘destruir a estrutura terrorista‘ pertencente ao grupo militante Hezbollah e ‘identificaram um suspeito‘ dentro do prédio que tentaram apreender.
Eles afirmaram que dispararam para ‘neutralizar uma ameaça‘ e que os detalhes do incidente estavam sob investigação.
Desde que um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos interrompeu a última guerra entre Israel e Hezbollah em novembro passado, forças israelenses continuaram a lançar ataques quase diários ao Líbano, dizendo que está visando militantes, instalações e armas do Hezbollah. Suas forças também continuaram a ocupar vários pontos estratégicos no lado libanês da fronteira.
No entanto, incursões por forças terrestres como a de Blida são raras.
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O presidente libanês, Joseph Aoun, disse, em comunicado, que o funcionário municipal, Ibrahim Salameh, foi morto ‘enquanto realizava suas funções profissionais.‘
Moradores de Blida expressaram raiva em relação ao exército libanês e à força de paz das Nações Unidas conhecida como UNIFIL, que, segundo eles, não estavam protegendo os civis. Os moradores confrontaram os pacificadores da UNIFIL que chegaram à vila na manhã de quinta-feira e pediram para que eles fossem embora.

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