Irmãs relembram o ataque e relatam momento de pânico ao ver pai baleado

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As irmãs Lívia e Renata Nery, filhas do advogado Renato Nery, relembram os primeiros momentos após o ataque que acabou vitimando o pai delas. Elas ficaram em estado de choque ao saberem que o pai tinha sido baleado e, após desobrirem que se tratava de uma execução, o pânico se instaurou e elas mal conseguiam sair de casa. Hoje, pedem por justiça e querem que os culpados sejam punidos.

Em entrevista exclusiva ao Rdtv Cast e ao , na sede do portal, as irmãs contaram que trabalham em uma sala comercial ao lado do escritório de advocacia do pai, na avenida Fernando Corrêa. Na semana do crime, elas afirmam que o pai seguiu a rotina normal e não tinha recebido nenhum tipo de ameaça.

“Ele tava seguindo a rotina dele. Uma rotina muito tranquila. Na semana ele estava bem tranquilo. Ele morava sozinho. Ele foi tomar café na padaria América, como ele fazia praticamente todos os dias e foi para o escritório”, detalham. Annie Souza/Rdnews

Renata e Livia Nery, filhas do advogado Renato Nery, que foi executado, concedem entrevista exclusiva ao Rdtv Cast.

“No vídeo dá para observar o que aconteceu. Ele saiu do carro, abriu a outra porta, pegou o jornal, andou muito calmamente, nada estava apressado. Uma pessoa que tá sendo seguida, jamais sairia daquela forma. Ele não tava recebendo nenhuma ameaça”, salientam.

No momento do assassinato, Renata estava no escritório e Lívia estava chegando. Renata conta que não ouviu o barulho dos disparos e só soube do crime após baterem na porta da sua sala. “Não me recordo exatamente o que eu estava fazendo, mas eu não ouvi nada. Só lembro que bateram na porta e falaram: ‘emergência com o seu Renato’. Nisso desci a escada, correndo”, relembra Renata.

“Aí teve toda aquela cena traumática. A polícia já estava no local. Foi tudo muito rápido, já tinham chamado a ambulância. Pareceu que ela estava demorando horas, mas foram uns 10 minutos. Fecharam a avenida toda”, acrescenta.

Quando Lívia chegou, já entrou direto na ambulância com o pai. “Eu estava na ambulância do lado do motorista esperando entubarem meu pai para levarem ao hospital e os policias apareceram, vieram falar comigo, perguntando sobre o crime e eu não conseguia raciocinar direito porque estavam entubando meu pai, ele estava gritando muito”.

“Para nós, foi muito choque. De repente aconteceu isso. O meu pai levou tiros na cabeça no meio da Fernando Corrêa. Até então, a nossa realidade era muito tranquila e pacífica. Eu acho que essa notícia seria um choque para qualquer pessoa”.

Elas contam que o choque foi ainda maior quando descobriram que não foi um assalto, mas sim uma execução.

Após o crime, pânico

Lívia e Renata relataram que as primeiras semanas após o crime foram cheias de pânico e medo de uma nova morte. Elas acreditam que a execução de Renato Nery tenha sido encomendado. “Eu acho que já existe um pânico nosso do acontecimento. E existe um pânico maior, que as pessoas colocam em você. O nosso advogado, a nossa própria família, a polícia pediam todo esse cuidado excessivo. Porque a gente não sabia, literalmente, o que estava acontecendo”.

“Não é o caso de um assalto. Não é o caso de uma morte por engano, em que se está no lugar errado, na hora errada, uma bala perdida. Existiu uma pessoa que tinha um propósito específico. Foi um crime encomendado. E como que a gente iria saber se era contra ele, se era contra a família? Nós trabalhamos ali no escritório. A polícia também não sabia, naquele momento, o que estava acontecendo”, destacam.

Para Lívia, os dias após o crime foram de ‘pânico geral’. “Eu tenho um filho, e ele não pode viver trancado dentro de uma casa. E nós também não podíamos ficar trancados, até pela nossa sanidade mental e de tudo que estava acontecendo”, lamenta.

“Foi tudo muito difícil, doloroso. E não só nós, mas como todo mundo ao torno, colocando isso. Toda a família, os irmãos, não só nós, os filhos, os irmãos do meu pai também ficaram em um estado de choque, principalmente no início”, acrescenta.

“Hoje a gente tem que prosseguir. A gente acredita que não temos condições de saúde de ficar naquilo, de nada. A gente procura seguir a nossa vida da forma como tem que ser, apesar da tragédia. E acreditamos hoje na investigação da polícia”, completam.

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Link da Matéria – via RD News

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