Iniciação científica impulsiona alunas do Sesc Pantanal a resultados inéditos na Jornada de Foguetes

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Com projetos inteiramente construídos pelas alunas do Complexo Educacional Sesc Pantanal, em Poconé (MT), as estudantes tiveram desempenho expressivo na Jornada de Foguetes 2025, evento nacional ligado à Olimpíada Brasileira de Foguetes (OBAFOG) e que reúne equipes de todo o país, no Rio de Janeiro (RJ). 

As equipes integram o Clube Pantaneiro de Ciências Ambientais e Astronomia, que trabalha ao longo do ano com física aplicada, engenharia básica, análise experimental e melhoria contínua. Ali, as estudantes desenvolvem habilidades como trabalho em equipe, comunicação, observação, criatividade e resiliência.

A participação integralmente feminina trouxe ainda outro significado ao resultado. Para o professor Kempes Bidoia , responsável pelo Clube Pantaneiro de Ciências Ambientais e Astronomia, isso reforça o compromisso da escola com a iniciação científica e com o incentivo à presença das meninas nas áreas STEAM – Ciência (Science), Tecnologia (Technology), Engenharia (Engineering) e Matemática (Mathematics). “Este ano, as meninas protagonizaram o projeto. É uma conquista que inspira outras estudantes e mostra que a ciência tem lugar para todas”. 

Kempes destaca que o desempenho das alunas é fruto de uma trajetória de estudo e experimentação. “A Jornada é o fechamento de um trabalho pedagógico que começa meses antes. Os alunos vivenciam o método científico, o senso de responsabilidade e a disciplina. É um orgulho representar o Complexo Educacional Sesc Pantanal e a cidade de Poconé”, destaca.

Ele aponta que o critério de avaliação vai muito além da distância lançada. “A distância importa, mas o mais valioso é o processo: testar, ajustar, analisar, corrigir. Quando a criança lança um foguete, ela também lança um sonho construído com estudo e superação”, completa o professor. 

A escola participou com três equipes formadas por meninas, entre elas: Anna Nathalia de Souza, Francisca Fenelon, Lara de Campos, Kemily Gabriele Neto, Maria Elisa de Andrade, Ana Luiza de Oliveira, Analice Bastos, Cecília Seba e Ana Tereza da Costa, sob orientação dos professores Kempes Bidoia Farias e Charles Bronson Bulhões.

A jornada não estabelece pódio geral. Os reconhecimentos são definidos exclusivamente pela distância alcançada, ou seja, as equipes que atingirem acima de 200 metros, são campeões, como a equipe formada por Lara, Francisca e Anna Nathalia, que chegou a 268m. Entre 100m e 199m, as equipes ficam como vice-campeãs, como o trio Ana Tereza, Analice e Cecília, que alcançou 185m. As equipes que ficam abaixo de 100 metros, recebem menção honrosa, como a da Kemily, Maria Elisa e Ana Luiza, que marcaram 60m.

Protagonismo feminino na ciência
As alunas relatam que a experiência transformou a relação com a ciência. Ana Luiza, do 8º ano, conta que “ver o foguete decolar foi a prova de que todo esforço valeu”.

Já Francisca, integrante da equipe que passou dos 200 metros, disse: “Nos surpreendemos quando um de nossos foguetes ultrapassou 200 metros nos testes. Ali percebemos o potencial do projeto”.

Por fim, Analice, da equipe de 185 metros, descreve o momento do reconhecimento: “Subir ao palco para receber a medalha foi emocionante. Representar a escola foi uma honra”. 

Segundo os professores, muitos estudantes passam a considerar carreiras em ciência, tecnologia e engenharia após as experiências vivenciadas. 

 

Outras conquistas
A aluna Sophia Figueira Toledo, do 8º ano, conquistou medalha de bronze na Olímpiada do Tesouro Direto de Educação Financeira (OLITEF), iniciativa nacional promovida pela B3 (Bolsa do Brasil) e pelo Tesouro Nacional, com apoio de outras instituições.  A Olimpíada estimula o aprendizado de conceitos fundamentais de educação financeira e incentiva a formação de cidadãos economicamente conscientes e responsáveis.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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